O elenco da Alemanha já está no Qatar para a disputa da Copa do Mundo. Mas no país a aceitação do país asiático como sede do Mundial está longe, muito longe de acontecer. Acontecem protestos pelos mais variados motivos – que passam pelos direitos humanos, trabalhistas e até da temperatura e data escolhida para a realização da competição pela Fifa. E nem as autoridades germânicas estão maneirando o tom.
Depois das duas principais autoridades alemãs, o presidente Frank-Walter Steinmeier e o chanceler Olaf Scholz, recusarem o convite formal feito pelo Qatar para que fossem acompanhar o torneio, agora o ministro da Economia, Robert Habeck, elevou o tom contra a escolha do país como sede do Mundial e dizer que ‘a corrupção’ é a principal justificativa.
– A ideia de realizar a Copa do Mundo em temperaturas como a do Qatar sempre foi uma ideia maluca e não pode ser explicada de outra forma senão pela corrupção – disse Habeck a jornalistas em Berlim.
Quando questionado se iria assistir a Copa in loco, Habeck discordou dos mandatários germânicos e disse que ‘nunca teve tanta vontade’. No momento, porém, isso não é cogitado.
O Qatar conquistou o direito de sediar a Copa em 2010, em uma polêmica dupla decisão que deu o Mundial de 2018 para a Rússia. Vários membros do então Comitê Executivo da Fifa já foram condenados por corrupção desde então. O país asiático nega que tenha usado meios injustos e rebate as acusações sobre violação de direitos humanos e trabalhistas para trabalhadores imigrantes. Apesar de não flexibilizar as leis contra a homossexualidade e manter o veto ao consumo de bebidas alcóolicas em áreas pública, o que contraria acordos feitos pela entidade máxima do futebol.
As relações diplomáticas entre Qatar e Alemanha não estão das melhores. Por conta da área econômica. Habeck visitou os árabes em março, para tratar de uma parceria energética e entregas de gás natural. O ministro admitiu que não deu em nada, mas conversas intensas estão sendo realizadas por empresas alemãs. Os asiáticos queriam contratos de longo prazo.
Depois da visita oficial, o ministro disse à imprensa alemã que o governo local ‘conseguiu ofertas mais baratas em outros lugares’.
– O Qatar não é um bom parceiro – disse Habeck na ocasião.
As informações são do Yahoo.








