O corpo de Gal Costa, uma das maiores cantoras do Brasil, foi velado nesta sexta-feira (11) no Hall Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na Zona Sul da capital paulista.
A cerimônia foi aberta ao público. Famosos e fãs comparecem ao local desde cedo (veja mais abaixo). No fim da tarde, o corpo de Gal foi enterrado no Cemitério 3º Ordem do Carmo, no Centro, no entanto, foi exclusivo para amigos próximos e familiares.
Gal morreu aos 77 anos, em sua casa em São Paulo, na quarta-feira (9). A causa da morte não foi divulgada pela família. Ela havia cancelado alguns shows, após passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita.
O corpo de Gal Costa, uma das maiores cantoras do Brasil, foi velado nesta sexta-feira (11) no Hall Monumental da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na Zona Sul da capital paulista.
A cerimônia foi aberta ao público. Famosos e fãs comparecem ao local desde cedo (veja mais abaixo). No fim da tarde, o corpo de Gal foi enterrado no Cemitério 3º Ordem do Carmo, no Centro, no entanto, foi exclusivo para amigos próximos e familiares.
Gal morreu aos 77 anos, em sua casa em São Paulo, na quarta-feira (9). A causa da morte não foi divulgada pela família. Ela havia cancelado alguns shows, após passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita.
Entre as demais personalidades que foram ao velório, estão o publicitário Nizan Guanaes.
O deputado estadual eleito Eduardo Suplicy (PT) conversou com o filho de Gal durante o velório e beijou o rosto da cantora. O político ainda abraçou a viúva da artista.
Serginho Groisman, apresentador do programa Altas Horas da TV Globo, deu um abraço em Gabriel. Na saída, comentou sobre a importância de Gal.
“Gal foi uma das vozes mais incríveis que a gente já teve, teve uma postura muito de liberdade o tempo inteiro. Abriu os braços para pessoas novas, compositores novos, teatrólogos, cenógrafos, sempre foi muito aberta, muito querida, muito leve.”
“Vim aqui pra prestar minha homenagem, minha energia, minha boa energia pra que ela fique bem, abraçar os familiares”, completou Serginho.
O humorista Marquito também estava na fila para se despedir de Gal. “Eu sempre usei as músicas da Gal para fazer humor. As músicas da Gal tem história, história do Brasil. A Gal Costa foi e será inesquecível”, diz humorista Marquito.

Moreno Veloso, filho do cantor e compositor Caetano Veloso, que também é afilhado de Gal, participou do velório ao lado de sua família. O cantor Silva também estava presente.
Ao final da cerimônia, a cantora Maria Gadú, chorando muito, apareceu para se despedir da amiga.
Sob muitos aplausos e emoção, às 15h, o caixão foi fechado e a bandeira de São Paulo e da Bahia foram colocadas sobre ele.
Foram 57 anos de carreira, iniciada em 1965, quando a cantora apresentou músicas inéditas de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ela ainda era Maria da Graça quando lançou “Eu vim da Bahia”, samba de Gil sobre a origem da cantora e do compositor.
Três anos depois, veio outro clássico: “Baby”, de Caetano Veloso. A canção foi feita para Maria Bethânia, mas Gal a lançou em disco e a projetou no álbum-manifesto da Tropicália. “Divino maravilhoso” (de Gil e Caetano) foi outra da fase tropicalista.
Ao longo dos anos 60 e 70, ela seguiu misturando estilos. Dedicou-se ao suingue de Jorge Ben Jor com “Que pena (Ela já não gosta mais de mim)” e foi pelo rock com “Cinema Olympia”, mais uma de Caetano. “Meu nome é Gal”, de Roberto e Erasmo Carlos, serviu como carta de apresentação unindo Jovem Guarda e Tropicália.
Ao gravar “Pérola Negra”, em 1971, ajudou a revelar o então jovem compositor Luiz Melodia (1951-2017). No mesmo ano, lançou “Vapor Barato”, mostrando a força dos versos de Jards Macalé e Waly Salomão.
Ela seguiu gravando várias músicas de Gil e Caetano, mas foi incluindo no repertório versos de outros compositores como Cazuza (“Brasil”, 1998); Michael Sullivan e Paulo Massadas (“Um Dia de Domingo”, de 1985); e Marília Mendonça (“Cuidando de Longe”, 2018).

Na longa carreira, Gal lançou mais de 40 álbuns entre discos de estúdio e ao vivo. “Fa-tal”, “Índia” e “Profana” foram três dos principais.
Ela estava em turnê com o show “As várias pontas de uma estrela”, no qual revisitava grandes sucessos dos anos 80 do cancioneiro popular da MPB. “Açaí”, “Nada mais”, “Sorte” e “Lua de Mel” eram algumas das músicas do repertório.
Bem recebido pelo público e pela crítica, esse show fez com que a agenda de Gal ficasse agitada após a pandemia. A estreia aconteceu em São Paulo, em outubro do ano passado.
Além de rodar o Brasil, Gal entrou na programação de vários festivais e ainda tinha uma turnê na Europa prevista para novembro.
Ela deixa o filho Gabriel, de 17 anos, que inspirou o último álbum de inéditas. “A Pele do Futuro”, de 2018, foi o 40º disco da carreira. “Está vindo a geração que salvará o planeta”, disse ela ao g1, quando lançou o álbum.
O último álbum lançado foi “Nenhuma Dor”, em 2021, quando Gal regravou músicas como “Meu Bem, Meu Mal”, “Juventude Transviada” e “Coração Vagabundo”, com cantores como Seu Jorge, Tim Bernardes e Criolo.

As informações são do g1.








