Durante périplo do prefeito de Campos pela imprensa nativa, internautas inundam páginas do Facebook com perguntas inconvenientes
Quarta-feira, dia primeiro de fevereiro, foi o dia da cerimônia do beija mão na imprensa de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O prefeito Rafael Diniz visitou todas as redações de rádio, jornais (na cidade só existem dois) para fazer uma prestação de contas dos 31 dias de administração.
Os sites picaretas mais conhecidos como caça-níqueis também não ficaram de fora. Foi a babação acentuando a peculiaridade da mídia na república do conhaque, a mesma que no passado foi conhecida como republica do chuvisco. A nova safra de políticos locais está bebendo na fonte de São João da Barra, cidade vizinha que fabrica a bebida que embriaga, mas tem fama de afrodisíaca.
Mas quanto as entrevistas de Diniz, sem distinção, mais pareciam assessoria de imprensa. Era tudo muito repetitivo.
Não poderia ser diferente. O périplo midiático é o que existe de mais superado nas estratégias de marketing governamentais. É algo que ficou na década de 70, quando ainda predominava o monopólio da velha mídia. Com a multiplicidade das plataformas, o papo tornou-se mais direto. Agora um simples live no Facebook já produz um efeito multiplicador.
Rafael Diniz tornou-se cansativo e evasivo, sem tocar em questões pertinentes. Isso explica, por exemplo, que nas andanças do alcaide o que se sobressaiu mesmo foi a plateia por meio do Facebook, que inundou os perfis com perguntas inconvenientes. Uma delas foi sobre o festival de nomeações de parentes de vereadores. Rafael não respondeu e a imprensa nativa também passou longe dessas perguntas incomodas que os assessores não ousam dizer o nome.
Aliás, a mídia nativa (não é de hoje) está muito mais para assessoria de imprensa, porque repete aquilo que o entrevistado manda. É perceptível que Rafael Diniz, apesar de se tratar de um jovem, é o comandante em chefe de um governo que ainda não conseguiu deixar de ser antiquado.









