Dr. Aluízio, em Macaé, é empossado como um dos poucos gestores municipais reeleitos no Estado do Rio Janeiro
Um dos poucos prefeitos reeleitos no Estado do Rio na eleição de outubro do ano passado, o prefeito de Macaé, Norte Fluminense, Aluízio dos Santos Júnior, ou Dr. Aluízio (PMDB), adotou um novo modelo de fazer política em uma cidade contaminada pelos vícios do clientelismo e da compra de votos.
Ele desapegou-se desta fórmula que encarecia a disputa e conduzia o gestor ao cadafalso da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e adotou a austeridade financeira como guia. Com isso, eliminou cargos comissionados (que era uma das moedas de trocas entre executivo e os remanescentes da política velha), não cedeu às pressões de cabos eleitorais mercenários e chega ao segundo mandato com autoridade para manter a mesma doutrina adotada nos últimos quatro anos.
Empossado no último neste domingo (dia 1°) na Câmara de Vereadores, ele já publicou um ato exonerando todos os nomeados em cargos de confiança, uma praxe na virada de uma gestão para outra, mas as nomeações serão bem inferiores do que em tempos passados. O número de cargos comissionados deve ser reduzido em 70%.
Uma semana antes da posse, o prefeito também anunciou que assumirá pessoalmente a gestão da Saúde, uma das áreas mais turbulentas em sua administração. Mais uma vez chamou o problema para si.
Macaé atualmente é uma das cidades que melhor vem resistindo à crise que afeta de forma mais intensa as cidades da zona produtora de petróleo. Isso, talvez, se ao estilo de um prefeito que exerce o mandato com autoridade. Ao longo de quatros anos de sua primeira gestão, Dr. Aluízio em todos os momentos demonstrou que na administração municipal da cidade sede da produção de petróleo quem manda é o prefeito.








