MOSCOU — O governo russo disse nesta quarta-feira que testou o lançamento de seu novo míssil com capacidade nuclear, o Sarmat , uma arma estratégica que, segundo o presidente Vladimir Putin, não há semelhantes em outros lugares e que “dará o que pensar aos que tentam ameaçar nosso país”.
Putin foi mostrado na TV sendo informado pelos militares de que o míssil balístico intercontinental havia sido lançado de Plesetsk, no Noroeste do país, e atingiu alvos a quase 6 mil quilômetros na península de Kamchatka, no extremo Leste, segundo comunicado do Ministério da Defesa russo.
— O novo complexo tem as mais altas características táticas e técnicas e é capaz de superar todos os meios modernos de defesa antimísseis. Não tem análogos no mundo e não terá por muito tempo — disse Putin. — Esta arma verdadeiramente única fortalecerá o potencial de combate das nossas Forças Armadas, garantirá de maneira confiável a segurança da Rússia contra ameaças externas e dará o que pensar para aqueles que, no calor da retórica agressiva frenética, tentam ameaçar nosso país.
O Sarmat é um novo míssil balístico intercontinental pesado que, segundo a Rússia, pode carregar várias ogivas nucleares. De acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA, Moscou pode implantar dez ou mais ogivas em cada míssil.
Ele está em desenvolvimento há anos e, portanto, seu lançamento de teste não é uma surpresa para o Ocidente, mas ocorre em um momento de extrema tensão geopolítica devido à guerra da Rússia na Ucrânia.
— Ressalto que na criação do Sarmat foram utilizados apenas conjuntos, componentes e peças de produção nacional — afirmou o presidente russo.
A arma faz parte de uma série de outros mísseis apresentados em 2018 como “invisíveis” por Putin. Entre eles estão os mísseis hipersônicos Kinjal e Avangard.
Ao lançar a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, Putin fez uma referência direta às forças nucleares da Rússia e alertou o Ocidente que qualquer tentativa de entrar em seu caminho “levará a consequências que você nunca encontrou em sua história”.
Dias depois, ele ordenou que as forças nucleares da Rússia fossem colocadas em alerta máximo, levantando preocupações. O governo dos EUA, no entanto, disse na sequência que “não viam motivo para mudar nossos próprios níveis de alerta nuclear”, dimuindo as tensões de um possível conflito nuclear.
As informações são do Jornal O GLOBO.








