O Ministério da Defesa fez uma licitação para realizar a compra de R$ 37 mil em gel lubrificante íntimo. As informações do Portal da Transparência foram reveladas pela revista Fórum.
A revista afirma que não é possível confirmar se as compras foram efetuadas ou se eram pretensões dos órgãos subordinados à Defesa.
A licitação chama atenção na esteira de outras compras feitas pelo Exército e pelo Ministério da Defesa, como a compra de botox, 35 mil comprimidos de Viagra e o investimento de R$ 3,5 milhões em próteses penianas infláveis.
As licitações foram feitas entre 2019 e 2020. É comum que o gel seja usado em procedimentos médicos, no entanto, a quantidade e a destinação do material chamam atenção: o lubrificante íntimo não teve como destino unidades de saúde ou hospitais militares.
Segundo a Fórum, 10 tubos foram solicitados pela 15ª Companhia de Infantaria Motorizada do Exército, na cidade de Guaíra, no Paraná. Já o Centro de Aquisições Específicas da Aeronáutica pediu mil unidades do gel, pelo valor de R$ 19.990.
Em Manaus, o Centro de Intendência da Marinha também comprou mil bisnagas do gel, mas por R$ 13.490.
Compra de próteses penianas
O deputado Elias Vaz (PSB-GO) e o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) vão pedir que o Tribunal de Contas da União e o Mistério Público Federal abram uma investigação para apurar o motivo pelo qual o Exército comprou 60 próteses penianas infláveis pelo valor de R$ 3,5 milhões. A informação foi revelada pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.
Na última segunda-feira (11), Eliaz Vaz também pediu explicações com Ministério da Defesa também sobre a compra de 35 mil comprimidos de Viagra para as forças armadas.
Os dados da compra das próteses constam no Portal da Transparência e no Painel de Preços do governo federal. No ano passado, foram feitos três pregões eletrônicos para a compra de próteses penianas infláveis de silicone, que medem entre 10 e 25 centímetros.








