A Polícia Federal prendeu, na noite desta segunda-feira (4), Tunay Pereira Lima, sócio de Glaidson Acácio dos Santos, o “faraó dos bitcoins”.
O esquema do qual Tunay é suspeito de participar, e que Glaidson estaria à frente, movimentou pelo menos R$ 38 bilhões por meio de uma empresa suspeita de aplicar o golpe conhecido como “pirâmide” financeira.
A G.A.S. Consultoria Bitcoin, onde Tunay era sócio de Glaidson, prometia 10% de lucro em investimentos de clientes no mercado de criptomoedas.
A prisão foi possível após o ministro Jesuino Rissato, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogar a prisão domiciliar de Tunay.
A ordem alternativa à cadeia foi concedida, em janeiro, pelo presidente do tribunal, ministro Humberto Martins.
Na decisão que derrubou a prisão domiciliar, Rissato leva em conta que as atividades da G.A.S, portanto de Tunay, Glaidson e outros, causaram “enorme abalo à ordem pública e intranquilidade social”.
O magistrado também cita “malas de dinheiro” com moeda estrangeira encontradas na casa de Tunay na época em que a operação que levou Glaidson para a cadeia foi deflagrada.
Tunay foi encontrado e detido pelos policiais em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Relembre o caso
Conhecido como “faraó dos bitcoins”, Glaidson movimentou, segundo investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, pelo menos R$ 38 bilhões.
A G.A.S Consultoria Bitcoin prometia 10% de retorno do dinheiro investido por mês aos clientes e dizia obter esses ganhos no mercado de criptomoedas.
Segundo os investigadores, a firma nem sempre chegava a investir em bitcoins – os lucros eram pagos aos clientes enquanto o dinheiro de novos clientes captados entrava.
De acordo com a denúncia, o esquema teria se profissionalizado em 2018 vigorava, ao menos, até agosto de 2021, quando houve a “Operação Kryptos”, que levou Glaidson e outros suspeitos à prisão.
As informações são do g1.








