A Polícia Civil de Rondônia investiga o assistente social Ronaldo dos Santos Lira, de 36 anos, suspeito de matar uma adolescente de 17 anos e enterrar em seu próprio quintal. O corpo de Laryssa Victória foi encontrado enterrado no último domingo (20), em Ouro Preto do Oeste (RO).
O homem é conhecido na região e chegou a ser candidato a cargos de vereador, em 2016, e deputado estadual, em 2018, pelo PSDB. Ele foi preso em flagrante e se manteve em silêncio durante o interrogatório. As informações são do portal UOL.
Laryssa estava desaparecida desde o dia 18, segundo seu pai, o pintor Carlos Aparecido Gonçalves, 44, quando foi a um posto de conveniência com algumas amigas. Na noite de seu desaparecimento, câmeras de segurança flagraram um homem abordando a adolescente em uma rua.
Niki Locatelli, delegado que investiga o caso, afirmou, em entrevista ao UOL, que foram identificadas 22 perfurações no pescoço da jovem e sinais de estrangulamento por fio ou cadarço, além de hematomas na cabeça. Ele diz que o motivo do crime está sendo investigado.
“Ele não tinha nenhum relacionamento anterior com a pessoa, nem amoroso e nem de amizade. Apenas a mãe da adolescente teria trabalhado para ele em algum momento”, disse o delegado. O Ronaldo dos Santos foi chefe da mãe da vítima em 2020, quando ele administrava uma Unidade Básica de Saúde.
De acordo com o delegado, testemunhas viram o suspeito andando com a adolescente perto de sua casa, onde ele vive sozinho.
“A gente foi até a casa dele, conversou com ele e ele deu informações imprecisas. Lá na residência, no quintal, havia uma terra fofa, que foi mexida recentemente, o que chamou a atenção dos investigadores. Com essa suspeita, a gente iniciou a escavação ali. Quando começamos a escavar, encontramos o corpo”, disse o delegado.
O crime foi enquadrado como homicídio triplamente qualificado, por motivo cruel, fútil e sem chance de defesa da vítima, pela Polícia Civil. Ronaldo também deverá responder por ocultação de cadáver.
“Eu agora eu só quero que ele tenha uma condenação justa, que pague pelo o que ele fez. O máximo de pena possível por essa barbárie”, disse o pai da vítima, Carlos Aparecido Gonçalves.








