O prefeito de Mariupol afirmou que 1.027 civis morreram durante o cerco à cidade por parte das forças russas, que já dura nove dias. As informações foram confirmadas pelas autoridades locais.
Horas antes, um bombardeio aéreo russo causou graves danos a um hospital infantil e maternidade, ferindo ao menos 17 pessoas.
A fachada do edifício foi destruída por uma série de explosões que arrebentaram as janelas, colocando em risco crianças e mulheres grávidas.
O ataque foi condenado pelo presidente Zelensky como uma “atrocidade” e um “crime de guerra”, em meio a relatos sobre crianças retiradas dos escombros.
“Há poucas coisas mais depravadas do que atingir os vulneráveis e indefesos”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Ele disse que o presidente russo, Vladimir Putin, “será punido por seus crimes terríveis”.
A Casa Branca condenou o ataque como um ato de barbárie. “É terrível ver esse tipo de uso barbárico de força militar para perseguir civis inocentes em um país soberano”, afirmou a porta-voz do presidente Joe Biden, Jen Psaki.
O prefeito da cidade, Vadym Boichenko, se disse “com o coração cheio de raiva”, em mensagem de vídeo. “Hoje, a Rússia, liderada pelo presidente Putin, realizou um ataque aéreo a uma cidade pacífica, atingindo um hospital infantil.”
“Eles querem tirar o que mais valorizamos em Mariupol: as vidas de nossas crianças, nossas mulheres, nossos médicos”, afirmou. Ele reforçou o pedido para que os parceiros internacionais imponham uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia. “Vamos persistir até o fim”, declarou Boichenko.
As autoridades da cidade portuária afirmam que os nove dias de bombardeios deixaram a população de mais de 400 mil pessoas “sem luz, água, aquecimento e comunicações”.
Vários esforços de evacuação fracassaram em Mariupol, enquanto a cidade vive uma grave crise humanitária. Uma rota planejada para a retirada de civis que os levaria até a cidade de Zaporíjia, ainda está minada. (AFP, AP)








