A dívida da Prefeitura de Carapebus (RJ), Norte Fluminense, com cerca de 500 trabalhadores cooperativados já chega a mais de R$ 630 mil, segundo divulgou oficialmente o governo municipal por meio de sua página no Facebook.
Os trabalhadores que atuam na área de limpeza e serviços gerais em prédios da administração estão com dois meses de salários atrasados e na última quinta-feira (10), um grupo chegou a realizar um protesto na porta da prefeitura da e da Cootrab, cooperativa que terceiriza a mão de obra.
Na ocasião, uma comissão da prefeitura recebeu representantes dos trabalhadores e da cooperativa. Os representantes da administração municipal solicitaram a entrega de documentos à Cootrab e prometeu iniciar a regularização dos pagamentos a partir da próxima semana.
Outras manifestações poderão ocorrer, caso a situação salarial não seja equacionada nos próximos dias. Há rumores que o prefeito Bernard Tavares (Republicanos), empossado em dezembro do ano passado, após vencer uma eleição extemporânea, estaria interessado em substituir a cooperativa por OS (Organização Social).
O drama dos cooperativados da Prefeitura Carapebus foi denunciado no programa Direto da Redação, apresentado pelo jornalista Roberto Barbosa, todas as manhãs, de segunda à sexta-feira, por meio de um pool de emissoras de rádio e TV. O programa é gerado direto do Estúdio VIUDIGITAL.
Versão sobre atraso de salário
O governo afirma que o atraso nos pagamentos dos trabalhadores é decorrência da pendência de documentos que não foram entregues pela cooperativa. O pessoal penalizado tem uma faixa salarial de um salário mínimo e já tem casos de gente passando fome.
“Segundo dados já auditados, a cooperativa nunca forneceu documentos dos trabalhadores como: folhas de ponto, funções exercidas, salário base, repasse de INSS, entre outros”, destaca um trecho da postagem na página da Prefeitura, no Facebook.
O que diz a cooperativa
A cooperativa nega pendências de documentos. Em áudio da reunião, obtido pela Agência Fonte Exclusiva, uma dirigente da entidade chegou a deixar os assessores da prefeitura constrangidos ao afirmar que detém cópias de todos os documentos que foram protocolizados na administração municipal.
“Todos os documentos estão em dia, foram protocolizados na Prefeitura e caso precisem, temos cópias de tudo”, diz a dirigente em um dos trechos do áudio.
“Não há impasse quanto ao pagamento. Estamos fazendo tudo da maneira mais transparente e dentro da lei. Nosso maior interesse é resolver o problema destes funcionários, mas para isso, precisamos que toda a documentação seja entregue pela cooperativa, o que não foi feito até o momento”, um dos assessores do prefeito Bernard Tavares (Republicanos), que participou da reunião.







