Um casal do Jacarezinho — uma das comunidades do Cidade Integrada e ocupada pela polícia desde quarta-feira (19) — acusa PMs de arrombar o apartamento e de roubar R$ 1 mil, separado para o aluguel. A casa foi revirada neste sábado (22). As informações são do g1.
No início da tarde, houve um protesto pacífico reclamando de abusos, seguido por uma motociata. Outros moradores também relataram invasões e troca de tiros na noite desta sexta-feira (21) — horas depois que o governador Cláudio Castro (PL) esteve no Jacarezinho.
O vendedor de queijo Jailson Carlos contou que estava com a mulher na praia, trabalhando, quando recebeu a informação por vizinhos de que a polícia tinha invadido sua casa.
“Arrebentaram a cama da minha filha, a bicicleta dela. Eu trabalhei para ter”, disse. Segundo o ambulante, o aluguel vence na segunda-feira (24).
Jailson afirmou que ainda pôde ver dois policiais saindo do prédio.
“Eles estavam tudo de cara tampada. Eles vêm para matar e destruir.”
Mesmo com a casa revirada, Jailson voltou para Copacabana. “Vamos, amor. Bora trabalhar. Bora fazer mais dinheiro para eles roubarem outra vez”, disse Jailson.
O que diz a PM
O secretário de Polícia Militar, Luiz Henrique Marinho Pires, afirmou que a corporação está apurando as denúncias.
“Desde a operação de quarta-feira, uma delegacia de Polícia Judiciária Militar já estava de prontidão para receber qualquer tipo de denúncia”, afirmou.
“Ontem [sexta] houve uma pequena troca de tiros. Ainda vai acontecer. A comunidade está em processo de estabilização. As denúncias estão sendo apuradas, todas vão ser apuradas. A tenente coronel Pricilla está convidando os moradores para uma reunião na quarta-feira [26] com o corregedor da Polícia Militar”, emendou.

Também neste sábado, Castro apresentou detalhes do Cidade Integrada. “Determinamos um posto da Ouvidoria e da Corregedoria da Polícia Militar aqui, permanente, sete dias por semana. É a PM demonstrando que quer botar para fora esses maus policiais”, declarou o governador.
Castro afirmou que não vai expandir o programa enquanto não estiver totalmente implantado no Jacarezinho e na Muzema.
“Enquanto o programa não estiver devidamente implantado, aqui não tem sequer prazo de próximas”, afirmou Castro. “Só há de se pensar nas próximas quando essas estiverem funcionando plenamente.”








