Afastado do cargo desde abril do ano passado, devido a um processo de impeachment, o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para reaver o cargo no Palácio Guanabara.
A defesa de Witzel pediu à corte, no final de dezembro, que reconsidere a decisão que o tirou do comando do executivo fluminense, de forma a suspender a condenação imposta pelo Tribunal Especial Misto, formado integrantes do TJ-RJ e deputados da Alerj.
Ele pede que o STF determine seu imediato retorno ao exercício pleno das funções de governador do estado.
A defesa do ex-juiz alega que as provas que embasaram a abertura do processo de impeachment foram ilícitas. O pedido da defesa tem como relator no STF o ministro Alexandre de Moraes, que abriu vista para manifestação da Procuradoria Geral da República.
No processo de impeachment, Wilson Witzel foi condenado por crimes de responsabilidade na gestão da pandemia de covid.
O então governador foi responsabilizado por irregularidades e desvios de recursos em contratos na área da saúde, inclusive para construção e gestão de hospitais de campanha para tratar dos pacientes infectados pelo coronavírus no pior momento da pandemia.







