A porta-voz do Serviço Federal de Cooperação Militar e Técnica da Rússia (FSMTC), Valeria Reshétnikova, confirmou o andamento do projeto de construção da fábrica de produção de rifles Kalashnikov na Venezuela. Ela destacou que o empreendimento se encontra em fase avançada e o lançamento deve acontecer no próximo ano.
“Especialistas russos começaram a preparar os equipamentos e as linhas de montagem. Esperamos realizar seu lançamento em 2022”, disse Reshétnikova.
Apesar da situação epidemiológica e das ações sancionadoras dos Estados Unidos, as obras finais da fábrica estão sendo realizadas em ritmo acelerado por meio de cooperação com o governo bolivariano.
No início de outubro, o enviado especial da Presidência venezuelana Adán Chávez visitou Moscou, anunciando na ocasião que as autoridades de seu país esperam que as obras da fábrica de rifles sejam concluídas no segundo semestre do próximo ano.
“Devemos reconhecer que isso teve alguns atrasos relacionados ao bloqueio econômico-financeiro imposto a nós pelo Governo dos Estados Unidos, (…) continuamos a procurar soluções em conjunto, algumas dessas soluções já foram alcançadas, especialmente a financeira, e a informação que posso transmitir a vocês é que esta fábrica deve ser concluída no segundo semestre de 2022”, disse na ocasião, em uma coletiva de imprensa organizada na Embaixada venezuelana na Rússia.
Chávez explicou que o bloqueio dos EUA “limita o fluxo das finanças necessárias, o fluxo de câmbio que o país precisa para, entre outras coisas, executar projetos dessa natureza”.
Cooperação ampla
O contrato entre a Rússia e a Venezuela prevê a produção de armas de assalto AK-103 e munições Kalashnikov. O documento foi assinado em 2001, mas sua execução foi adiada desde então por questões financeiras, sanções dos EUA e a disseminação da pandemia do novo coronavírus.
Esse contrato de cooperação, por meio da Motor Indústria Militar venezuelana, tem uma abrangência mais ampla do que apenas a construção da fábrica.
Visa também desenvolver equipamentos militares, armamento e reparos, o que já permitiu a entrega de veículos de guerra reformados, e que seriam desincorporados devido à ausência de peças de reposição decorrentes do bloqueio.








