As aulas presenciais na rede municipal de ensino do Rio passam a ser obrigatórias a partir desta quarta-feira (3). Agora, só pode manter o ensino remoto o aluno que comprovar alguma comorbidade e apresentar atestado médico. A intenção da Secretaria Municipal de Educação é trazer de volta para a sala de aula os alunos que abandonaram a escola.
Segundo informações do g1, as aulas presenciais também retornaram nesta quarta-feira em 143 escolas municipais de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Outras 121 escolas retornaram em esquema de rodízio.
O secretário de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, lembrou que desde fevereiro, o município vem retomando gradativamente o ensino presencial nas escolas da cidade.
“Esse é o último passo para o nosso ensino presencial, a gente volta a ter a obrigatoriedade do ensino presencial. Basicamente a gente volta a averiguar as frequências, o aluno precisa estar na escola”, disse Ferreirinha.
Segundo o secretário, o retorno presencial ocorre de forma gradativa desde fevereiro. “Diminuímos o distanciamento mínimo, depois passamos a ter aulas todos os dias sem rodízio, sempre seguindo o comitê científico da prefeitura e agora estamos no último passo, com a obrigatoriedade do ensino presencial, como era antes da pandemia”, explicou.
De acordo com Ferreirinha, nos últimos meses foi verificado que cerca de 25 mil alunos que não compareceram presencialmente às aulas e nem interagiram de forma remota. Ferreirinha disse que precisa resgatar os alunos que estão afastados da escola.
A busca ativa para trazer de volta às salas de aula os alunos que abandonaram os estudos durante a pandemia também é prioridade.
“Temos três pilares centrais para essa busca ativa. Primeiro é a mobilização de diretores e professores, entrando em contato por telefone, redes sociais, indo até a casa desses alunos. Segundo, é uma parceria com outras secretarias e o terceiro é a parceria com a Unesco e a Unicef, através de uma plataforma para identificar os alunos que estão afastados e as principais causas do abandono escolar. Cada criança fora da escola é uma tragédia para a gente”, disse o secretário.
Ferreirinha informou que as escolas municipais estão preparadas para receber os alunos. Foram investidos mais de R$ 100 milhões na infraestrutura das escolas. E que os protocolos de segurança sanitária estão sendo respeitados.
O secretário disse que o retorno do serviço do Ônibus da Liberdade – que transporta os alunos até a escola – é uma prioridade. A prefeitura retomou 100% dos contratos, que estavam muito reduzidos ou eram inexistentes.
“Nós temos a frota máxima, mas infelizmente alguns problemas ainda acabam acontecendo. Sendo pontuados pela população, nós iremos corrigir com os fornecedores contratados, que têm de entregar todos os ônibus para que nossos alunos possam chegar em nossas escolas. Se isso não estiver acontecendo, seja em Guaratiba, na Zona Oeste, ou em qualquer outro ponto, vamos trabalhar para corrigir o quanto antes”, disse Ferreirinha.
Retorno presencial no fim do ano
A obrigatoriedade das aulas presenciais acontece quando restam 25% do ano letivo, que este ano se estende até 22 ou 23 de dezembro. Ferreirinha lembrou que serão mais seis semanas para buscar compensar as defasagens. A secretaria tem feito o nivelamento dos alunos através das avaliações periódicas, para identificar onde cada aluno está apresentando alguma fragilidade.
“Essas provas não têm caráter punitivo ou para comparar as escolas. Mas para entender quais são as lacunas de conhecimento e poder ser mais efetivo para ajudar nossos alunos. A gente não quer que ninguém fique com o histórico e com o acúmulo de defasagem de conhecimento. Para isso, a gente precisa ter uma noção de quais são as principais dificuldades que cada aluno tem enfrentado”, disse o secretário.
A partir desta quarta-feira também, o horário das aulas passa a ser completo, tanto para quem estuda em turnos – com quatro horas e meia de duração – quanto para o ensino de turno único, de horário integral – com sete ou oito horas de funcionamento – incluindo as creches.
“A gente quer que as crianças fiquem o máximo de tempo possível com a rede de apoio, com os professores para que a gente possa ter uma educação de qualidade para cada carioca”, disse Ferreirinha.








