A Polícia Civil investiga o desaparecimento de Sabrina Freitas Cartaxo Araújo Pereira, adolescente de 16 anos que não é vista desde segunda-feira. Por volta de 8h de terça-feira, ao acordar, a mãe da jovem, Mariana Cartaxo, encontrou um bilhete deixado pela menina na mesa da cozinha de casa com a frase “Fui caminhar, já volto”.
Segundo informações do jornal Extra, Sabrina mora com a mãe e o padrasto num apartamento em Copacabana. O caso foi registrado no mesmo dia do desaparecimento na 12ª DP (Copacabana), que encaminhou o caso para a Delegacia de Descoberta de Paradeiro (DDPA), no Jacarezinho.
Por meio de imagens de segurança das câmeras do prédio onde mora, Mariana conseguiu identificar que a filha saiu de casa pouco depois das 7h, com uma mochila cheia nas costas. O vídeo, assim como fotos de Sabrina, foram compartilhados com o EXTRA pela mãe. Segundo ela, o porteiro do prédio contou que, minutos depois, a jovem voltou, lavou a mão numa pia próxima à portaria, e saiu de novo.
— Estou muito angustiada e começando a pensar no pior. Ela nunca tinha feito nada parecido. A minha angústia só aumenta. Assim que vi o bilhete, comecei a ligar para o telefone dela, que estava ligado, mas ela não atendia. Só as mensagens por Whatsapp que não chegavam. Por volta de 11h30, o celular começou a dar desligado — conta a mãe, que aguarda a polícia solicitar uma autorização judicial para quebra do sigilo telefônico de Sabrina com a operadora para tentar descobrir o trajeto feito pela adolescente.
Carro até Realengo
Por volta de 13h desta quinta-feira, um motorista de aplicativo que ficou sabendo do caso pela internet e entrou em contatou com Mariana e o marido, alegando ter feito uma corrida de Copacabana até Realengo na manhã de terça-feira.
— O motorista disse que levou uma menina de Copacabana, perto da minha casa, até Realengo, na porta da casa do meu pai. E, segundo ele, o nome da pessoa que pediu a corrida é Pedro, justamente o nome do namorado da minha filha. Ele teria avisado ao motorista, por mensagem, que uma menina é quem faria a viagem, mas só não consegue ter certeza absoluta que era ela por causa da máscara. E o Pedro não atende o telefone. Estamos levando isso agora para a polícia, porque é coincidência demais — disse a mãe.
Sabrina faz Ensino Médio e um curso de Desenvolvimento de Jogos Digitais pela Firjan, tendo uma rotina intensa de estudos, das 7h às 18h. Ela começou a fazer psicanálise e acompanhamento psicológico após a mãe reparar numa mudança dça de comportamento, o que também foi percebido por amigos próximos.
Após o desaparecimento, na tarde de terça-feira, Mariana foi até Realengo, bairro onde Sabrina foi criada e onde fica a casa de seu avô, que hoje mora sozinho. Lá, encontrou a mesma mochila que a jovem carregava quando saiu de seu prédio em Copacabana, porém vazia.
— Meu pai é idoso, então não reparou ela entrando em casa. Já falamos com amigos e com o namorado dela, mas ninguém tem informação nenhuma. Só um amigo dela que falou que, de umas semanas para cá, ela começou a comentar muito sobre o namorado, que estava muito apaixonada e que ele tinha até comprado uma aliança pra ela. Disse que eles já sabiam até onde iriam morar quando se casassem — detalha.
A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) informa que “diligências estão em andamento em busca de testemunhas e imagens de câmeras de segurança a fim de localizar a adolescente e esclarecer o caso”.
Quem tiver informações sobre Sabrina pode entrar em contato com o Disque-Denúncia (21 2253-1177) ou com o Conselho Tutelar (21 2286-8337 e 21 98596-5296).








