Bomba explode em Nova York e deixa 29 feridos; prefeito descarta terrorismo |
Da EBC e Reuters
Uma bomba de fabricação caseira explodiu na noite deste sábado (17/09) à noite, no bairro Chelsea, em Nova York deixando pelo menos 29 pessoas feridas. A explosão ocorreu às 20h30min, na Rua 23, entre a Avenida das Américas e a Sétima Avenida. Mais tarde, a polícia descobriu que havia outra bomba, na Rua 27, em área próxima. A segunda bomba não explodiu.
A polícia bloqueou a passagem de pedestres e de veículos no local. Uma parte do serviço de metrô foi interrompida. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a explosão foi “um ato intencional”, mas descartou a possibilidade de terrorismo. A explosão quebrou janelas de um edifício próximo, de cinco andares, provocando o lançamento de estilhaços na rua, e danificou carros. Para reforçar a segurança, integrantes da polícia e do Corpo de Bombeiro vasculharam latas de lixo situadas na área, para checar se havia outras bombas.
“Seja qual for a causa, os nova-iorquinos não vão ser intimidados”, disse o prefeito. Ele informou que os feridos tiveram “lesões significativas”, mas ressaltou que nenhum corre risco de morte. De acordo com Bill de Blasio, muitas pessoas se feridas ao ser atingidas pelos estilhaços não só da bomba, mas também dos vidros de prédios quebrados por causa da explosão.
Em Washington, a Casa Branca emitiu um breve comunicado sobre o assunto. Segundo o comunicado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi informado sobre a situação em Nova York, cuja causa permanecia sob investigação. “O presidente está sendo atualizado à medida que surjam novas informações”, diz o comunicado.
O candidato Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi informado sobre a explosão quando fazia campanha em Colorado Springs, no Colorado. A candidata democrata, Hillary Clinton, ficou sabendo do episódio após ter feito um discurso no jantar de premiação anual da Fundação Congressional Black Caucus, em Washington.
MORADORES
Neha Jain, de 24 anos, que vive no bairro distrito de Chelsea de Manhattan, disse que estava sentada em casa assistindo a um filme quando ouviu uma enorme explosão e tudo sacudiu.
“Quadros caíram da minha parede, a cortina da janela voou como se houvesse uma grande rajada de vento”, disse ela à Reuters. “Então nós pudemos sentir cheiro de fumaça. Nós fomos lá embaixo para ver o que aconteceu, e bombeiros disseram para que voltássemos imediatamente.”
A polícia disse que uma varredura no bairro após a explosão encontrou um possível “dispositivo secundário”, quatro quarteirões de distância, que consistia em uma panela de pressão com fios ligados a ele e conectados a um telefone celular.
Moradores que vivem nas proximidades foram aconselhados a ficarem longe de janelas para a rua como precaução, e o item foi movido depois com segurança para uma análise mais aprofundada pela polícia, disse o oficial Christopher Pisano.
Neste domingo de manhã, a polícia ainda estava procurando determinar por que o item não havia sido detonado, disse o tenente da polícia de Nova York Thomas Antonetti.
Panelas de pressão cheias de explosivos e detonadas com dispositivos de temporização foram usadas por dois irmãos em Massachusetts, em 2013, na Maratona de Boston, em um atentado que matou três pessoas e feriu mais de 260.
A última explosão aconteceu menos de uma semana depois que autoridades em todo o país estavam em alerta máximo para o 15º aniversário do 11 de setembro de 2001, no ataque com aviões sequestrados que matou cerca de 3 mil norte-americanos em Nova York, Washington e Pensilvânia.








