Vice-ministro do país asiático adverte medida adota durante a crise financeira não pode ser contínua |
Da EFE
O governo chinês advertiu que as políticas de estímulo monetário continuadas são “insustentáveis” e que perderam efetividade na hora de impulsionar o crescimento econômico mundial.
Em um comparecimento a dois dias do início da cúpula de líderes do G20 que acolhe a cidade chinesa de Hangzhou, o vice-ministro chinês de Finanças Zhu Guangyao advogou por implementar medidas fiscais e monetárias, junto com reformas estruturais, para estimular a economia.
Na imagem acima: Vice-ministro chinês de Finanças, Zhu Guangyao. EFE/Francisco Guasco
Zhu afirmou que o consenso entre os ministros de Finanças e os governadores dos Bancos Centrais do G20, após as diferentes reuniões que mantiveram nos últimos meses, é utilizar esta combinação de ferramentas para apoiar o crescimento econômico.
O dirigente chinês reconheceu que decisões como os rebaixamentos das taxas de juros e as compras de ativos por parte dos Bancos Centrais salvaram as economias ocidentais do colapso durante a crise financeira internacional, mas afirmou que seus efeitos não podem durar para sempre.
A presidente do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, Janet Yellen, abriu a porta na semana passada a uma nova alta de taxas de juros, após a realizada em dezembro, com a qual continuaria ajustando sua política monetária após os estímulos adotados para combater a crise.
A divergência entre a política monetária dos EUA e as da zona do euro e Japão -que mantêm os estímulos-, afirmou Zhu, é um dos três riscos principais para a economia global, junto com a saída do Reino Unido da União Europeia e as dificuldades dos países emergentes.
A China considera que o impacto do “Brexit” sobre a economia mundial será a médio e longo prazo, embora os mercados financeiros tenham se recuperado das turbulências iniciais que provocou o referendo britânico, explicou o vice-ministro.
“(…) a recuperação não significa que o impacto do ‘Brexit’ tenha acabado e continuará sendo sentido a médio e longo prazo”, avisou Zhu.
Na declaração feita no fechamento da reunião financeira do G20 de Chengdu (oeste da China), os ministros de Finanças e os governadores de Bancos Centrais concluíram que as 20 principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo estão “bem posicionadas” para enfrentar os efeitos do “Brexit”.
A situação econômica da China, e dos países emergentes em geral, é outra das questões que preocupa os integrantes do G20.








