O dono da empresa de investimentos Alphabets, sediada em Cabo Frio, que fechou as portas nesta quarta-feira, foi condenado em 2017 por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Rogério Cruz Guapindaia se apresentava como CEO da empresa especializada no mercado de apostas esportivas, que anunciou o fim das atividades, causando temor em clientes e consultores.
Rogério foi preso em flagrante, no dia 1 de outubro de 2016, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Natal, no Rio Grande do Norte, com três quilos de ecstasy na mala. O voo era proveniente de Portugal e ele estava acompanhado de uma mulher que foi paga para acompanhá-lo com o objetivo de tornar o transporte das drogas menos suspeito.
O empresário foi condenado a 11 anos, 4 meses e 9 dias de reclusão. Ele cumpre a pena em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e obrigação de permanecer recolhido em casa no período noturno e nos finais de semana. Em junho deste ano, três meses após fundar a empresa de investimentos, ele pediu à Justiça para retirar o aparelho de monitoramento, mas o pedido foi negado.
No site da Alphabets, Rogério diz que sua trajetória profissional foi “de jogador de futebol, corretor de imóveis a gerente de restaurante”, até se “encontrar como trader esportivo e investidor do mercado de apostas”. O empresário conta que conheceu o mercado de apostas perdendo dinheiro, até “ver uma oportunidade e perceber o mercado de uma maneira diferente, como investimento”.
De acordo com a biografia disponível no site, Rogério afirma atuar como trader em quatro bancas em operação e mais de 500 alunos. Ele garante que pode fazer o dinheiro “render como nenhum outro investimento” através do “robô de operações esportivas”.
Além da Alphabets, outra empresa de investimentos sediada na Região dos Lagos fechou as portas nesta quarta-feira: a Investing Lagos, que fazia consultoria de investimentos. Ambas tinham escritório em Cabo Frio, mesma cidade onde funcionava a sede da GAS Consultoria Bitcoin, do ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, que foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de montar um esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 38 bilhões nos últimos seis anos.
Antes de ser preso pela Polícia Federal, no último dia 25, o empresário Glaidson Acácio dos Santos afirmou em um vídeo — disponibilizado para seus clientes — que na cidade de Cabo Frio existiam “muitas empresas que (fazem) uma suposta pirâmide” e disse que estava no mercado há nove anos prestando serviço de consultorias de bitcoins.
Ele destacou também que a cidade balneária na Região dos Lagos estava passando por diversas “tentativas de golpes, fraudes e assassinatos” aquilo que ele atribuiu como uma disputa no “Novo Egito”. Entretanto ele destacou que seus clientes poderiam confiar em sua empresa, uma vez que dizia ser de consultoria.
As informações são do Jornal O Globo.








