Uma escola foi incendiada na semana passada em Itaporanga, no interior de São Paulo. A Polícia Civil concluiu que o fogo foi provocado pelo antigo proprietário da instituição, que foi preso. As informações são do G1.
O episódio aconteceu na última quinta-feira. O fogo destruiu a secretaria e uma sala de aula. Quando os bombeiros atuavam no local, uma explosão resultou na quebra de vidros e queda de um portão.
A polícia foi chamada e concluiu que o incêndio foi criminoso após encontrar no local galões com resíduos de gasolina e um pulverizador agrícola. Horas depois, um jovem foi preso em um hospital em Sorocaba, após dar entrada com diversas queimaduras pelo corpo.
Tratava-se do antigo proprietário da escola. Após breve investigação, a polícia explicou que o rapaz, de 29 anos, cometeu o crime após se arrepender de vender a instituição ao novo dono.
O suspeito ficou ferido no incêndio e dirigiu cerca de 200 km com boa parte do corpo queimado para pedir ajuda ao irmão em Sorocaba. Ele foi recebido pela cunhada, que ligou para o marido e o alertou da gravidade da situação.
“Quando eu voltei, estava inacreditável. Estava irreconhecível, não tem como falar. E ele delirava, não falava coisa com coisa, pedia ajuda pra mim. Ele parou o carro ‘de atravessado’ próximo de casa e começou a gritar meu nome no portão, desesperado”, contou o irmão do suspeito ao G1.
Rapaz segue internado
Com provas suficientes, a Justiça decretou a prisão preventiva dos ex-proprietário no último sábado, mas ele segue internado. Segundo a família, o rapaz está em estado grave, na UTI do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).
Os policiais informaram que o suspeito foi o único ferido na ação. Isso porque não havia mais ninguém na escola no momento do crime.
Motivação do crime
A família do suspeito relatou que ele sofria de depressão e arrependeu-se da venda depois de não receber o valor combinado.
O novo proprietário da instituição, porém, deu uma versão diferente. Erick Custódio afirmou que os cheques da compra foram sustados depois de o rapaz se arrepender da negociação e alertar que não fecharia a venda.
Erick relatou que pediu o cancelamento do contrato da aquisição já na quinta-feira, horas após o crime. Ele explicou que ele próprio, assim como outros pais, tirou o filho da escola imediatamente após o episódio.
As informações são do Yahoo.








