“Estará em jogo a continuidade do projeto popular e o projeto das elites de Campos”, diz Garotinho |
Durante discurso na convenção do PTB, na terça-feira (25/07), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o secretário de Governo de Campos-RJ, Anthony Garotinho, fez uma viagem no passado, reconstituindo a história de Campos para reforçar a comparação entre os dois projetos políticos que estarão em disputa nas eleições municipais em outubro deste ano.
“Para que as pessoas tenham noção sobre o que estará em jogo nas eleições deste ano é preciso conhecer a história de Campos, que é rica em ensinamentos. Ela teve ciclos importantes como a luta abolicionista e o movimento republicano. Aqui, as oligarquias e os monarquistas, com suas políticas conservadoras e antipopulares, não queriam a abolição da escravidão e a República. Nós estivemos sempre do outro lado. Ao lado dos republicanos, dos abolicionistas como José do Patrocínio, Nilo Peçanha e Luiz Carlos de Lacerda. E ao lado dos trabalhistas, que estiveram na linha de frente de outra etapa importante de nossa história, que foi a luta contra o golpe militar de 1964” afirmou Garotinho.
O ex-governador frisou que Campos sempre foi uma cidade marcada por uma elite com traços de racismo, preconceito e exclusão. Segundo ele, as forças das oligarquias brasileira e campista, com sua visão egoísta e excludente, nunca engoliram figuras populares.
“Campos sempre foi a cidade dos barões, marcada por traços de racismo, preconceito e exclusão sob controle dessas correntes do retrocesso, representadas pelas forças conservadoras que sempre boicotaram lideranças e figuras populares como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Foi assim com eles e tem sido agora comigo, que sempre lutei contra essa gente. Aqui em Campos, apoiados por Alair Ferreira e Zezé Barbosa e outros, os militares tiraram à força um prefeito popular eleito pelo povo, um médico humanitário chamado doutor João Barcelos Martins”, disse.
“Vez por outra nós da oposição elegíamos um deputado, como Walter Silva. Mas na prefeitura eles faziam sua política antipopular enquanto puderam mandar com o apoio dessas mesmas elites conservadoras. Foi preciso que surgisse um Garotinho para que, em 1988, implantássemos outra política, um governo popular e voltado para os excluídos, as camadas mais necessitadas”, analisou.
GOVERNO POPULAR
Garotinho lembra algumas das realizações de seu primeiro mandato como prefeito eleito em 1988. “E começamos, naquele meu mandato de prefeito a construir escolas e creches para os filhos dos trabalhadores, os CQV (Centros de Qualidade de Vida). Guarus era quase toda lama, só havia asfalto em algumas ruas do Jardim Carioca. Asfaltamos e drenamos todas as ruas dos bairros mais pobres, quase todos abandonados e esquecidos. Quando assumi, havia apenas duas creches. Quando deixei a prefeitura, eram mais de 40”, afirmou.
Garotinho também frisou que Campos sempre foi uma cidade marcada com traços de racismo e preconceito e exclusão contra os negros e pobres.
“Essas mesmas elites torcem o nariz quando governos como o nosso constroem creches e escolas-modelo, asfaltam ruas de bairros mais pobres, criam programas sociais como o Cheque Cidadão, a passagem a R$ 1,00,
Os convencionais do PTB homologaram a nominata de candidatos a vereador e a coligação proporcional com o PR, formando a Frente Republicana Trabalhista.
À convenção, compareceram, além de Garotinho, o deputado federal Paulo Feijó, vereadores e presidentes de partidos da Frente Popular Progressista que escolherão o candidato à prefeitura que representará o grupo liderado pelo ex-governador e a prefeita Rosinha Garotinho.
COMPROMISSO FIRMADO
O presidente do PTB, vereador Edson Batista, disse que o partido se compromete a respeitar a decisão do PR sobre a escolha do candidato a prefeito, qualquer que seja ele.
“O futuro prefeito governará para todos, mas sobretudo para os setores mais excluídos. A Frente Popular Progressista assumiu este compromisso. Hoje estamos construindo a Frente Republicana e Trabalhista. O PTB composto por mim, os vereadores Neném e Jorge Rangel, somos a segunda representação de Campos, atrás apenas do PR. Nós reconhecemos e nos curvamos à força e representação do PR e afirmamos, publicamente, que estaremos ao lado do Garotinho, sem impor condicionantes e independentemente de qualquer decisão que o conselho tomar a respeito da candidatura na eleição majoritária”, afirmou








