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Brasil supera México nos pênaltis e disputa bi olímpico no futebol masculino

Após jogo fraco e longo 0 a 0, seleção fez 4 a 1 nos penais

redacao Por redacao
03/08/2021 - 09:14
em Esporte
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Nos pênaltis, Brasil supera México

Claudinho disputa bola com Joaquín Esquivel, do México, na semifinal do futebol olímpico Foto: Fernando Vergara - 3.ago.2021/AP

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1984, 1988, 2012, 2016 e, agora, Tóquio 2020: pela quinta vez na história o Brasil é finalista do torneio olímpico de futebol masculino.

Jogando em Kashima, no estádio onde Zico revolucionou o futebol japonês, a seleção superou o México nos pênaltis após um longuíssimo 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, e tem compromisso marcado na manhã de sábado (7), em Yokohama: uma final, no palco do penta, contra Espanha ou Japão, valendo o bi e o ouro olímpicos.

Com o desfalque de Matheus Cunha, que sentiu a coxa, André Jardine escalou Paulinho, aberto pela esquerda, e deslocou Richarlison para jogar no comando do ataque. Claudinho, respeitando as características de Paulinho, se movimentou menos que em outras partidas, atuando mais pelo centro, sem explorar o lado esquerdo.

Não foi por causa desta organização tática, mas faltou alguma coisa para o Brasil criar oportunidades realmente claras de gol ao longo do primeiro tempo. Ter quase 70% de posse de bola não foi suficiente para achar um jeito de abrir o placar. Se a superioridade era uma garantia de não sofrer defensivamente, faltou um pouco de mágica, ou pelo menos mais criatividade, no ataque. Foi um primeiro tempo frustrante.

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E o pior para o Brasil foi notar que depois do intervalo o cenário se radicalizou negativamente, e o desempenho do time de Jardine se deteriorou. A evolução necessária não aconteceu. O domínio continuou estéril e, portanto, praticamente inútil. Em outras palavras: a partida se tornou mais preocupante a cada minuto.

As trocas vieram a partir do 22º minuto. Martinelli e Reinier substituíram Paulinho e Claudinho. Características semelhantes, desempenho idem, apesar das pernas descansadas.

A entrega do veloz Diego Laínez no ataque mexicano contribuiu para um pouco de especulação no contragolpe, mas tampouco mudou o jogo. A segunda parte do duelo, na verdade, caminhou em um ritmo sonolento.

Aos 42 da etapa final, o Brasil teve sua melhor oportunidade de gol, em lance confuso dentro da pequena área. Foi, mais do que a melhor oportunidade, a única realmente capaz de aquecer a semifinal. Não houve quem merecesse de verdade a vitória no tempo normal.

Prorrogação seguiu monótona

Jardine lançou Malcom para o campo, tirando Antony, cansado. As características e a formação da equipe brasileira não se alterou. Reinier tentou pressionar mais a defesa mexicana, ao lado de Richarlison, como uma espécie de segundo atacante, e o Brasil tentou ser mais rápido na solução das jogadas. Isso significou cruzamentos errados que “consagraram” a zaga rival.

Correndo um pouco mais de riscos ao se desfazer da bola e tentando mais dribles e chutes de fora, o Brasil, pelo menos, sinalizou alguma disposição em evitar a disputa por pênaltis. Mas não haveria como revolucionar no tempo extra uma jornada que, por 90 minutos, foi pouco inspirada.

Dando sinais de brio extra e até euforia com cada vitória em embates defensivos, os mexicanos, confiando no histórico goleiro Ochoa, quiseram a manutenção do enredo até o fim. E os pênaltis se tornaram inevitáveis no fim de um jogo de pouquíssimos bons momentos.

Guillermo Ochoa, o goleiro de 36 anos que usa a camisa 13, foi, na Copa do Mundo de 2014, um algoz brasileiro. No confronto da primeira fase, pela segunda rodada, em Fortaleza, ele fez uma partida soberba. Na noite de Kashima, Ochoa se transformou em um candidato a entrar na galeria de vilões olímpicos, da qual Kanu é o principal nome e o mexicano Peralta, pelos gols na final de 2012, representa o México.

Ochoa acertou o canto em todas as cobranças brasileiras, mas foi Santos quem defendeu a batida de Aguirre, a primeira, e assistiu de perto a bola bater na trave na cobrança de Vásquez, o segundo a cobrar. Rapidamente a disputa por pênaltis, dramática por natureza, se descomplicou.

O Brasil não perdeu nenhuma cobrança. Reinier converteu a quarta bola brasileira e garantiu a classificação para a final e, no mínimo, uma medalha de prata para o time de Jardine.

A atuação foi preocupante, cheia de deficiências no ataque, mas sólida e sem qualquer risco sofrido no campo de defesa. Pode ser a boa notícia da jornada, junto da classificação em si. O Brasil é finalista, mas chega com o sinal de alerta ligado.

As informações são da CNN.

Tags: #Olimpíadas de Tóquio#Seleção Brasileira
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