O escritor brasileiro Paulo Coelho, de 73 anos de idade, e sua mulher, a artista plástica Christina Oiticica, de 69 anos, se ofereceram para cobrir os gastos do festival de jazz da Bahia que foi reprovado pela Funarte de ter apoio da Lei Rouanet.
No seu Twitter oficial, na madrugada desta quarta-feira (14), Coelho postou uma foto ao lado de Christina, com quem tem uma fundação, para comunicar que se dispõem a arcar com o valor.
“Fundação Coelho & Oiticica se oferece para cobrir os gastos do Festival do Capão, solicitados via Lei Rouanet (R$ 145,000). Entrem em contato via DM pedindo a alguém que sigo aqui que me transmita. Única condição: que seja antifascista e pela democracia”, dizia o post.
A questão antifascista foi citada por Coelho na publicação é justamente por conta de outro post feito pelo Festival de Jazz do Capão que, em junho de 2020, postou na página do evento ser um “festival antifascista e pela democracia”. “Não podemos aceitar o fascismo, o racismo e nenhuma forma de opressão e preconceito”, dizia o post (confira na imagem abaixo).
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) citou Deus em um parecer técnico para reprovar o pedido de apoio do Festival de Jazz do Capão via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). No documento, a Funarte também menciona uma publicação em rede social em que o evento se posiciona como “um festival antifascista e pela democracia”, para embasar o parecer de indeferimento do pedido.
“Destarte, conforme consta no link https://www.facebook.com/FestivJazzCapao/, localizamos uma postagem do dia 1º de junho de 2020, com uma imagem, contendo um slogan para ‘divulgação’, com a denominação de Festival de Jazz do Capão, na plataforma Facebook, a qual complementou os fundamentos para emissão deste Parecer Técnico. Para tanto, printamos a imagem e a mesma foi encaminhada para à Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, para upload no Salic, como complementação da apreciação deste parecer”, diz trecho do documento.
A Funarte ainda citou, em seu texto, uma citação atribuída ao músico alemão Johann Sebastian Bach (1985-1750): “o objetivo e finalidade maior de toda música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma”.
“A candidatura deste que se postulou a Arte ao concorrer à categoria de Projeto Cultural, apresenta-se desconfigurada e sem acepção a esse atributo. Portanto, o sumário de propositura à chancela do MTur deve ser conduzido ao indeferimento, S.M.J. deste Ministério”, ainda dizia o documento.
O ex-ator e Secretário Especial de Cultura do Governo Federal, Mario Frias, também se manifestou em seu Twitter sobre a reprovação do festival, acusando que o evento teria um viés político e ideológico.

As informações são da Quem.








