Operários e fornecedores de cana paralisaram um trecho da BR-101, sentido Campos-Vitória, na tarde desta sexta-feira (02), em protesto contra uma medida da Secretaria de Estado de Fazenda, que paralisou as atividades da Usina Nova Canabrava em plena safra.
A indústria está com a inscrição estadual suspensa e a secretaria estaria retardando o processo de regularização, inviabilizando o funcionamento da indústria em plena safra sucroalcooleira, que neste período é o maior gerador de empregos em nível local.
Os manifestantes afirmaram que a paralisação da indústria pode provocar demissões no setor, enquanto que os produtores denunciam a depreciação do valor da cana, já que ficarão reféns da Usina Coagro, única que continua em operação na safra sem embaraços.
A Coagro é comandada pelo atual vice-prefeito da cidade, Frederico Paes (MDB).
Outro destino da cana que iria para a usina Nova Canabrava, é uma Usina localizada no Estado do Espírito Santo, o que causa evasão de divisas.
As perdas por conta da paralisação da indústria são estimadas em R$ 100 milhões para a safra de 2021. Outro efeito na paralisação da Nova Canabrava se dá no mercado de etanol, foco da produção da indústria que está localizada na divisa entre Campos e São Francisco do Itabapoana.
OUTRO LADO
A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) informou que, após Auditores Fiscais da Receita Estadual identificarem indícios de descumprimento da legislação fiscal por parte da Usina Nova Canabrava, um Procedimento Administrativo para Cancelamento de Inscrição Estadual (PCAN) foi instaurado, no dia 5 de maio.
Trecho da BR-101 (Campos-Vitória) interditado por trabalhadores da Usina Nova Canabrava. Protesto contra a Secretaria de Fazenda do Estado, que paralisou produção na unidade interrompendo a fabricação de etanol. Medida favorece negocios do sonegador Ricardo Magro. pic.twitter.com/FCeu4Y5h7i
— Roberto Barbosa (@rgbarbosa) July 2, 2021
Por meio de nota enviada à redação, a Secretaria também salientou que companhia teve 30 dias para apresentar recurso. “A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) tem agora 30 dias para se posicionar. A Sefaz-RJ ainda está dentro do prazo legal e vai se posicionar no período determinado”, diz a nota.








