Com forte incentivo fiscal da Secretaria de Fazenda do Estado, por meio de isenção de ICMS que chegará a R$ 70 milhões só este ano, as usinas Coagro e Nova Canabrava deverão produzir 137 milhões de litros de etanol até novembro, mês de encerramento da safra de 2021.
A produção estimada em dois de toneladas de cana será turbinada pela colheita resultante da irrigação com chuvas dos últimos dois anos e deverá proporcionar um lucro de R$ 350 milhões ao setor sucroalcooleiro local. A produção deverá aumentar de 10% a 15% em relação a 2020.
A estimativa é de que toda a safra movimente R$ 650 milhões entre colheita, produção e distribuição nos próximos meses. A Coagro, além do etanol, também produz açúcar, com estimativa de alcançar 39,65 milhões de toneladas este ano.
“Esse ano temos tudo para termos uma safra boa. Viemos de dois anos de período de melhor precipitação de chuva, fato que há muito tempo não acontecia. A partir da última safra houve recuperação no preço da cana e o retorno das chuvas regulares motivou o produtor a investir mais, não só em plantio e também nos tratos culturais, ou seja, voltará a cuidar melhor das lavouras de cana”, destacou o presidente licenciado da Coagro (Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro), Frederico Paes, em recente entrevista do jornal local Terceira Via.
“Tendência de crescimento de pelo menos de 10 a 15% no volume de cana em relação ao ano passado”, disse.
INCENTIVO FISCAL
Com o esvaziamento econômico do município de Campos a partir de 2014, em função da queda nos repasses de royalties do petróleo, o setor sucroalcooleiro voltou a se destacar como importante pólo gerador de emprego sazonal.
As duas unidades processadoras, Coagro e Canabrava, respondem por cerca de 4,5 mil empregos diretos durante a safra.
O setor sucroalcooleiro local conseguiu sobreviver graças ao benefício de um regime tributário especial instituído pelo decreto 49739/12, que aplica uma alíquota de 3% de ICMS para quem produz no estado do Rio.
O benefício chegou a ficar ameaçado em 2019, em função da crise financeira do Estado, mas foi mantido graças a um movimento liderado na ocasião pelo presidente da Coagro, Frederico Paes.
Na época, a Alerj discutia a não permanência das usinas de cana-de-açúcar e do leite na isenção ICMS, mas o incentivo fiscal para essas unidades industriais foi mantido por unanimidade, porque o fim da isenção elevaria a carga tributária e provocaria a falência no setor.
Contudo, em meio à grave crise financeira do Estado, o governo retirou várias empresas da isenção do ICMS.








