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Assassinato misterioso de menina em 2015 tem reviravolta após imagem divulgada por empresa dos EUA

redacao Por redacao
11/06/2021 - 14:39
em Cidade
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Suspeito de matar Beatriz Angélica

Beatriz Angélica Mota — Foto: Arquivo pessoal / Família

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O assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, continua sem solução e impune após mais de cinco anos.

A força-tarefa de promotores de Justiça, que foi criado para ajudar o caso em 2016, não existe mais. De acordo com o Ministério Público do estado, apenas um promotor acompanha as investigações do caso.

A menina foi morta com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada no colégio em que estudava — uma das mais tradicionais instituições de ensino privado de Petrolina (PE).

Naquele dia, a festa de formatura da irmã mais velha de Beatriz era realizada na Escola Nossa Senhora Auxiliadora, que estava lotada. Em um dado momento, a menina afastou-se dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo foi encontrado cerca de 40 minutos depois.

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No dia 1º de junho de 2021, familiares da menina voltaram a ter esperança nas investigações após uma empresa de segurança dos Estados Unidos divulgar o retrato falado do suspeito de cometer o crime

A mãe da garota, Lúcia Mota, disse que a empresa americana está auxiliando na investigação. Com a divulgação da imagem, ela diz aguardar que novas informações possam surgir e que o autor do crime seja localizado. “Essa imagem reacende nossa esperança. Nosso objetivo é identificar este homem da imagem”, disse Lúcia.

“Precisamos saber o nome dele, onde ele já morou. Precisamos chegar às pessoas que já tiveram contato com esse homem. Beatriz merece um inquérito justo. Merece um processo justo”, continua.

Segundo a mãe de Beatriz, a Criminal Investigations Training Group (CIT Group) oferece ajuda à família desde o ano passado. A empresa também orientou uma espécie de “investigação paralela” em busca de informações sobre o crime.

Lúcia disse que a empresa tem interesse em ajudar a polícia nas investigações, doar equipamentos e fazer treinamentos gratuitos, mas a burocracia brasileira, segundo ela, impede os americanos de integrarem a apuração do homicídio mais de perto.

“Infelizmente nossa legislação é muito atrasada. Há mais de um mês venho tentando contato com a Polícia Civil [de Pernambuco] para que a gente possa divulgar formalmente. Mas, até o momento, eles não responderam. Por isso, resolvemos divulgar essa imagem por conta própria. Eu divulguei e estou assumindo toda a responsabilidade. Já são quase seis anos e não podemos perder mais tempo. Precisamos identificar esse assassino covarde e cruel.”

A família também pediu para que a Polícia Federal intervenha no caso e assuma as investigações.

O que se sabe sobre o caso
Era para ser uma noite de festa. Horas antes de Beatriz desaparecer, a mãe pediu a palavra para fazer uma homenagem à filha mais velha, que estava se formando no ensino médio. O pai das meninas, Sandro, era professor de inglês da instituição. Cerca de 2.500 pessoas participavam do evento.

Trinta minutos após o desaparecimento de Beatriz, o pai da menina interrompeu a apresentação de uma banda e subiu no palco do evento para chamar por ela no microfone. “Beatriz, ô minha filha, onde é que você está? Ô Bia. Está todo mundo procurando por você”.

Beatriz Angélica foi encontrada sem vida às 22h50, quarenta e dois minutos depois de desaparecer. O corpo da menina estava em uma sala desativada, usada para guardar material esportivo, bem próximo da quadra onde acontecia a festa de formatura.

O corpo apresentava ferimentos de faca no tórax, membros superiores e inferiores. Não havia marcas de violência sexual nem de asfixia.

Os dias seguintes foram de tristeza, manifestação e pedidos por Justiça. Alguns deles na ponte Presidente Dutra, que liga Juazeiro (BA) a Petrolina (PE). O caso ganhou repercussão nacional.

O local onde o crime aconteceu é incerto, mas a polícia diz que não foi onde o corpo foi encontrado. “O local onde o corpo de Beatriz foi encontrado não apresentava vestígios de que o crime ocorreu ali. Não havia fuligem no corpo da criança, o que aponta que ela não entrou no local andando ou arrastada”, disse um delegado em 2016.

Ainda haviam duas hipóteses sobre o motivo do crime, a primeira sendo um tipo de vingança para a família da garota e a segunda sobre um possível ritual de magia negra — o que foi descartado posteriormente.

Na data que completou dois anos do caso, foi tema de uma reportagem do ‘Fantástico’. Na época, cinco delegados já tinham passado pelo caso.

A tese da polícia era que o suspeito não tinha agido sozinho e que funcionários da escola teriam participado do crime. Segundo a polícia, a suspeita contra os funcionários surgiu depois que ficou comprovado que eles mentiram nos depoimentos. Após essa declaração, o advogado da escola informou que todos esses funcionários já tinham sido demitidos.

O pai de Beatriz disse em outubro de 2019 que um investigador particular contratado pela família afirmou que agentes da polícia estariam atrapalhando as investigações.

“Na nossa investigação paralela, a gente descobriu coisas que nem gostaria de falar. Está tendo certo desvio de função. A gente está descobrindo que alguns agentes que participaram da investigação de Beatriz, de uma certa maneira, atrapalharam as investigações”, disse para uma rádio.

A investigação teria comprovado cinco fatos relevantes. São eles:

1. Um homem de camisa verde havia abordado outra criança na área do bebedouro antes de Beatriz. No entanto, a criança, assustada, se afastou. Outras pessoas também chegaram a ver o suspeito.

2. Um molho com 3 chaves havia sumido 10 dias antes do crime, chaves que davam acesso a todas as rotas de entrada e saída do colégio.

3. Há imagens de uma câmera de segurança que ficava a cerca de 50m do local onde o corpo foi encontrado, mas elas estão comprometidas.

4. A polícia conseguiu encontrar traços de DNA e uma digital no cabo da faca usada no crime.

5. O local exato da morte nunca foi descoberto.

Nova imagem do suspeito de assassinar a menina Beatriz Angélica, em Petrolina — Foto: Reprodução

As informações são do Pragmatismo Político.

Tags: #Caso Beatriz Angélica#Violência Contra Crianças
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