Othon Luiz Pinheiro da Silva já estava em prisão domiciliar por receber propinas de R$ 4,5 milhões |
Da redação
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (06/07) mais uma operação que apura corrupção de empreiteiras nas obras da Usina Nuclear de Angra 3, no município de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A unidade é gerida pela Eletronuclear, uma das subsidiarias da Eletrobras.
Um dos alvos é o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva (foto), que foi preso num condomínio na Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio. Ele deixou o cargo no ano passado após ser citado em delações da Lava Jato e chegou a ser preso preventivamente, acusado de receber propinas de até R$ 4,5 milhões. Othon depois teve concedida prisão domiciliar.
A Operação Pripyat, um desdobramento da 16ª fase da Lava Jato, investiga a atuação de um “clube de empreiteiras” no pagamento de propinas ligadas às obras da usina. Segundo a PF, ao todo seis funcionários da empresa são alvo de prisão preventiva.
Cerca de 130 policiais cumprem também outros três mandados de prisão temporária e nove de condução coercitiva, além de 26 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Os crimes investigados são de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Pripyat é o nome do município que foi arrasado pelo desastre da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, e hoje é uma cidade fantasma.
Othon foi levado para a sede da PF, na Praça Mauá, no Centro do rio, de onde seguirá para o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona Oeste da cidade.
A operação envolve 130 policiais federais que cumprem, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, seis mandados de prisão preventiva, outros três de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 26 mandados de busca e apreensão de pessoas envolvidas em irregularidades no processo de licitação de obras da Usina Nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense.
Expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, os mandados atingem seis funcionários da Eletronuclear, que integravam o “núcleo operacional das fraudes”.
As investigações da PF constataram a existência de um clube de empreiteiras que atuava para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3.
*Com informações da Agência Brasil








