As criptomoedas perderam mais de US$ 600 bilhões em valor em apenas uma semana e estão recuando de forma tão acentuada que analistas já se perguntam quanto vai durar o boom do dinheiro virtual nos mercados.
O valor de mais de 7 mil tokens (registros) de criptomoedas rastreados pelo site especializado CoinGecko encolheu na semana passada de US$ 2,5 trilhões para US$ 1,9 trilhão.
O Bitcoin, a maior criptomoeda, caiu cerca de 12% nesta quarta-feira, chegando a US$ 38 mil. Com isso, se encontra cerca de US$ 25 mil abaixo de seu recorde de abril.
As causas do tombo são várias. Elas vão desde as críticas do dono da Tesla, Elon Musk, ao impacto ambiental com o uso de energia para minerar Bitcoin — Musk voltou atrás após investir mais de US$ 1,5 bilhão na moeda e disse que não vai mais aceitá-la na compra de seus carros elétricos — até novas restrições ao dinheiro virtual na China, que proibiu instituições financeiras de fornecer serviços de criptomoedas.
Também se aponta o risco de um aperto regulatório no que alguns chamam de “Oeste Selvagem” dos investimentos.
Os tokens digitais também geraram ganhos tão grandes que alguns operadores podem estar realizando lucros com eles, dizem analistas.
Patamar crítico
Ficar abaixo marca de US$ 40 mil é uma fronteira crítica para o Bitcoin, e agora um declínio para pouco menos de US$ 30 mil não está fora de questão, escreveu em uma nota a investidores Jeffrey Halley, analista de mercado sênior da corretora Oanda.
No início de abril, o valor das criptomoedas ultrapassou US$ 2 trilhões pela primeira vez, tendo dobrado em cerca de dois meses com um clima de otimismo apontando que os investidores tradicionais estavam cada vez mais interessados.
Nos futuros do Bitcoin, os analistas também veem um padrão de baixa, que pode apontar para mais fraqueza da criptomoeda à frente.
As informações são de O Globo.








