Um oficial do exército israelense admitiu neste domingo (16), que o país enfrenta o maior desafio de sua história, como força de ocupação em território da Palestina, no que se refere aos disparos de foguetes. A avaliação é do general Uri Gordin, segundo destaca reportagem da HispanTV.
Mesmo diante de uma ofensiva que está sitiando a faixa de Gaza, grupos de resistência como as Brigadas Ezzedin Al-Qassan, o braço armado do Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas), e a Jihad Islâmica Palestina travam um combate que tem furado o poderoso sistema de proteção israelense contra mísseis e foguetes inimigos, além de conter o avanço da ocupação.
Desde o dia 10 de maio, os combatentes palestinos já dispararam cerca de 3.000 foguetes em direção ao território de Israel, número que supera a artilharia do Movimento de Resistência Islâmica Libanesa (Hezbollah), em 2006.
FAIXA DE GAZA SITIADA
Em novembro de 2019, a Jihad Islâmica Palestina disparou 570 foguetes contra Israel, enquanto que o Hezbollah disparou 4.500 foguetes do sul do Líbano, em um intervalo de 19 dias. Os disparos do Hezbollah foram contra os territórios ocupados.
Além dos números de projéteis lançados nesta nova reação contra as forças de ocupação serem impressionantes, eles demonstram um maior nível de sofisticação dos armamentos, porque os foguetes atingem cidades como Tel Aviv, assim como outras regiões localizadas em territórios ocupados.
Desde a última segunda-feira (10), os territórios ocupados estão com nível de tensão elevado, com intensos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza, o que tem suscitado uma série de denúncias contra o governo israelense por crime de guerra.
Nos últimos dias, mais de 192 palestinos morreram em decorrência desses ataques, sendo 55 menores e 33 mulheres. O número de feridos já chega a 1.230 pessoas, segundo informa o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza. Em Israel, o número de mortos chega a 9 pessoas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrenta duras críticas por manter um massacre na tentativa de reverter o desgaste político internamente. Ele diz que a campanha militar deve continuar. Netanyahu também responde a processo por crime de corrupção em seu país.








