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SP registra enterros noturnos e vans escolares levando corpos no mês mais letal da pandemia

redacao Por redacao
01/04/2021 - 10:39
em Política
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aumento de mortes por Covid impactou o Serviço Funerário em SP

Coveiros realizam sepultamento noturno no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, nesta quinta-feira (25). Com a alta demanda de enterros, horário foi estendido até as 22h pelo governo de SP — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

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Corpos sendo transportados em vans escolares, enterros à luz da lua e aglomeração em filas para a liberação de caixões de pessoas que morreram de Covid. A escalada de mortes em março, o mês mais letal da pandemia, lotou hospitais e impactou o Serviço Funerário da capital paulista, que tomou medidas que não tinham sido usadas nem no pico de 2020.

Nesta terça-feira (30), o número de enterrados em um dia na capital paulista bateu recorde: foram 419. Esse número nunca havia passado de 400.

Neste mês, até o dia 30, foram enterradas 9.350 pessoas nos cemitérios públicos, particulares e crematórios de São Paulo, o que representa um aumento de 56% em relação ao mês anterior, que é mais curto.

Fevereiro, que teve 28 dias, registrou 5.964 sepultamentos. Ainda assim, nos meses anteriores, a média mensal de enterros ficou por volta de seis mil (veja o gráfico abaixo).

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Para se ter ideia, em maio de 2020 – o pico de enterros no ano passado – foram 8.368 sepultamentos.

Março superou o mês com o maior número de enterros em 2020. No ano passado, o dia com o maior número de enterros foi em 14 de julho: 262.

O secretário municipal das Subprefeituras, Alexandre Modonezi, havia dito que, caso a média de enterros diários passasse de 400, a Prefeitura poderia utilizar apenas três cemitérios para sepultamentos em São Paulo.

Com esta escalada de enterros, a Prefeitura de São Paulo estendeu os horários dos sepultamentos em quatro cemitérios: Vila Formosa e Vila Alpina, na Zona Leste; o São Luiz, na Zona Sul; e o Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte.

Os enterros passaram a ser feitos também de noite, com geradores de energia e refletores. Em 2020, a Prefeitura chegou a contratar postes de iluminação para possíveis enterros noturnos, mas eles foram devolvidos em julho sem terem sido utilizados.

Além disso, o Serviço Funerário, que contava com 45 veículos que faziam o transporte de corpos, ampliou a frota e contratou 50 vans particulares. Alguns desses veículos era usados no transporte escolar.

Os motoristas irão adaptar o veículo, retirar os bancos e o adesivo amarelo que fica na lateral e o identifica como transporte escolar. Ao final da contratação, a Prefeitura irá higienizar os veículos usados para o transporte de corpos.

Outra medida tomada pela Prefeitura foi a suspensão de novos enterros de adultos no Cemitério Vila Nova Cachoeirinha, o segundo maior de São Paulo,na Zona Norte da capital paulista. Sepultamentos de crianças e de pessoas quem têm jazigo no local continuam.

“A medida consta do Plano de Contingenciamento Funerário, apresentado publicamente em 2020, e foi definido com base em critérios logísticos com base no número de óbitos ocorridos em 24 horas na cidade, que enfrenta pandemia e está em fase de emergência, conforme determina o Plano São Paulo do governo do Estado”, disse o Serviço Funerário em nota.

O maior cemitério da América Latina, o da Vila Formosa, na Zona Leste, tem registrado aglomerações. Familiares relataram filas para a liberação dos corpos das pessoas que morreram de Covid-19 e falta de distanciamento social.

“Eles colocam os corpos de vítimas das Covid-19 em uma sala, e eles vão liberando conforme vão chegando os carros para levar para os sepultamentos. Com isso, forma-se uma aglomeração, as famílias ficam todas paradas ali, esperando a liberação do caixão”, disse Debora Nogueira, que esteve no local no dia 21 de março.

O Serviço Funerário informou que “as equipes de fiscalização atuam nos cemitérios municipais instruindo as famílias quanto às medidas de segurança nesse período de pandemia”.

O Serviço Funerário informou ainda que hoje conta com 398 sepultadores atuando nos cemitérios municipais, sendo 173 efetivos e 225 contratados entre 2020 e início de 2021.

As informações são do G1.

Tags: #Mortes por Covid-19São Paulo
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