O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, o influenciador digital Filipe Martins, fez um gesto obsceno há pouco durante uma sessão do Senado, enquanto Rodrigo Pacheco discursava.
Era uma sessão para questionar o chanceler Ernesto Araújo sobre a atuação da pasta em relação a aquisição de vacinas contra a covid-19.
O senador Randolfe Rodrigues interrompeu a sessão e exigiu que a conduta fosse investigada.
Nos últimos anos, o gesto passou a ser usado por extremistas e foi adicionado a uma lista de símbolos de ódio, segundo a Liga Antidifamação, entidade dos Estados Unidos que monitora crimes de ódio.
O gesto de “OK” significaria, nesses casos, “WP”, uma sigla para “white power”, termo supremacista — os três dedos esticados formam o W, enquanto o indicador colado no polegar forma o círculo do P.
Procurado, Filipe Martins não respondeu.
Enquanto Martins repetia o sinal, Rodrigo Pacheco dizia:
“Que a população brasileira seja informada sobre as ações do governo federal para o enfrentamento da pandemia. Nesse sentido, precisamos conhecer melhor a contribuição do MRE, no seu campo de atuação”.
A gesticulação do assessor do Planalto começou quando Pacheco concluiu a primeira frase, em que cobrou informações do governo federal sobre o combate à pandemia.
O gesto supremacista foi usado por Brenton Tarrant, que em 2019 matou 51 pessoas a tiros em uma mesquita na Nova Zelândia, durante seu julgamento.
Naquele ano, Martins reproduziu em suas redes um poema que abria o manifesto de Tarrant. A frase segue em destaque em seu perfil no Twitter.
As informações são de Guilherme Amado, da Época.








