Fontes do Palácio do Planalto citadas pelo Jornal O Globo, neste domingo (14), informam que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vai deixar o cargo. Ele já teria comunicado a decisão ao presidente Jair Bolsonaro, alegando problemas de saúde.
Pazuello teria afirmado que precisa de tempo para se reabilitar. O pedido de afastamento ocorre no decurso de uma terceira onda da pandemia de Covid-19, quando o Brasil se tornou o epicentro mundial da pandemia, se aproximando de 300 mil mortes.
A situação no país se agrava a cada dia. Vários Estados e cidades enfrentam colapso no sistema de saúde, com lotação de UTIs e enfermarias. Em cidades como Rio das Ostras (RJ), Norte do Estado do Rio, já faltam vagas para sepultamento em cemitérios.
Com isso, a pressão parlamentar sobre o governo aumenta. Deputados do Centrão pedem mudança no comando do Ministério da Saúde, sob pretexto de má gestão no enfrentamento da covid-19.
O matutino carioca também destaca que pessoas próximas ao presidente já contactaram dois médicos cardiologistas para assumir a pasta. A professora associada da USP (Universidade de São Paulo), Ludhmilla Abrahão Hajjar, e o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, estão cotados.
O nome de Ludhmilla é o preferido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de deputados que integram o Centrão.








