Em um caso que chocou o Reino Unido e suscitou posicionamento até do primeiro-ministro Boris Johnson, as autoridades de Londres estão interrogando um agente da Polícia Metropolitana suspeito de sequestrar e assassinar a executiva de marketing Sarah Everard, de 33 anos. O oficial Wayne Couzens foi detido após os policiais encontrarem restos humanos em uma floresta na cidade de Ashford durante as buscas pela mulher desaparecida.
Everard foi vista pela última vez por volta das 21h do último dia 3, quando voltava da casa de um amigo em Clapham, no sul de Londres. As autoridades não confirmaram ainda se ela chegou até sua residência em Brixton, cujo trajeto a pé leva cerca de 50 minutos. Sem notícias da executiva, familiares afirmaram que seu sumiço era “totalmente fora de suas características”. Centenas de policiais foram mobilizados para tentar localizá-la.
Após receber mais de 100 chamadas e falar com cerca de 750 pessoas em diferentes endereços, a polícia prendeu nesta terça (9) Couzens e uma mulher de aproximadamente 30 anos, cuja identidade não foi divulgada e que teria auxiliado o oficial no crime. O agente estava de folga no dia do desaparecimento de Everard. Imagens das câmeras de segurança de um veículo que fazia o mesmo percurso que a executiva foram fundamentais para a detenção. O caso é tratado como possível homicídio.
Em pronunciamento, a comissária da Polícia Metropolitana, Dame Cressida, disse que a prisão de um oficial por suspeita de assassinato provocou “ondas de choque e raiva ao público e a todos os policiais”. Afirmou ainda que o desaparecimento nessas circunstâncias é “o pior pesadelo para a família”.
“Falo em nome de todos os meus colegas quando digo que estamos totalmente chocados com esta notícia terrível. Nosso trabalho é patrulhar as ruas e proteger as pessoas”, disse.
“Sei que os londrinos vão querer saber que, felizmente, é incrivelmente raro uma mulher ser sequestrada em nossas ruas. Mas eu entendo perfeitamente que, apesar disso, as mulheres em Londres e o público em geral – particularmente aquelas na área onde Sarah desapareceu – ficarão preocupados e podem muito bem estar com medo”, acrescentou Cressida.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também prestou sua solidariedade aos familiares da vítima em seu Twitter. Ele afirmou estar “profundamente chocado e triste com os desdobramentos da investigação de Sarah Everard”.
“Como todo o país, meus pensamentos estão com sua família e amigos. Devemos trabalhar rápido para encontrar todas as respostas para este crime horrível”, escreveu.
O caso foi encaminhado ao Gabinete Independente de Conduta Policial (IOPC) por envolver um policial. Segundo a BBC, um porta-voz da Polícia Metropolitana disse que todas as possíveis questões de conduta atreladas às alegações de sequestro e assassinato seriam investigadas.
As informações são da Epoca.








