Amazon abrirá sua primeira loja física fora dos Estados Unidos nesta quinta-feira (4). O maior varejista online do mundo disse que a loja sem caixa, batizada de “Amazon Fresh”, está localizada na Grã-Bretanha, no bairro londrino de Ealing. A loja terá uma marca privada de alimentos do Reino Unido que chama de “by Amazon” e permitirá que os consumidores pulem a fila do caixa quando fizerem compras.
A inauguração é um sinal da ambição da empresa sediada em Seattle de vender alimentos globalmente e sua crença de que as lojas físicas são uma forma chave de capturar os altos gastos dos consumidores em mantimentos, uma categoria que ainda não domina.
Até o momento, a varejista norte-americana trabalhou para atingir esse objetivo nos Estados Unidos, adquirindo a rede Whole Foods Market em 2017 e testando os interesses dos clientes em uma variedade de outros formatos: cerca de duas dúzias de lojas de conveniência sem caixa chamadas Amazon Go, duas lojas de conveniência Amazon Go na área de Seattle, que têm cerca de quatro vezes o tamanho, e 10 supermercados Amazon Fresh na Califórnia e em Illinois.
Amazon Go como ponto de retirada
Como nas lojas Go, os clientes irão escanear um aplicativo de smartphone para abrir os portões de entrada da loja no Reino Unido. Câmeras de teto e censores de peso de prateleira determinam o que os clientes adicionam ou colocam de volta em seus carrinhos, e seus cartões de crédito em arquivo são cobrados após a saída.
A loja oferece vários produtos com o selo ‘by Amazon’, que incluem carne, pescado, frutas e verduras, além de produtos de primeira necessidade.
“Será similar às 20 lojas Amazon Go nos Estados Unidos, mas vai operar sob a marca Fresh que já é utilizada para a compra de comida on-line no Reino Unido”, indicou a empresa.
“Eu me senti como uma criminosa pegando os produtos e colocando-os diretamente na minha bolsa”, disse à AFP Philippa Dolphin, uma das primeiras clientes do supermercado futurístico.
“Eu esperava que não funcionasse para que eu pudesse sair com uma garrafa de vinho grátis”, brinca esta britânica de 71 anos, rindo depois de sair da loja.
Ameaça ao comércio tradicional
Benjamin Rogers, de 31 anos, demorou entre 5 e 7 minutos para comprar os ingredientes de que precisava para fazer um bolo, metade do tempo que costuma demorar, pois costuma ficar “entre 5 e 15 minutos na fila”.
Para ele, a rapidez, a praticidade e o toque futurista podem ser bons atrativos, para além dos supermercados, de “lojas tradicionais que terão de encontrar novas formas de conquistar clientes” habituados a comprar de casa durante os longos e repetidos confinamentos devido à Covid-19.
Mas reconhece que com a nova tecnologia, a Amazon pode ofuscar ainda mais os negócios tradicionais, cuja crise se agravou durante a pandemia, causando dezenas de milhares de demissões no Reino Unido.
Dolphin, que afirma não comprar muito da empresa on-line, também acredita que a nova ofensiva comercial “levará outras empresas à falência, porque [a Amazon] é um gigante”.
A varejista americana do comércio on-line, já em ascensão no Reino Unido antes da pandemia, compete cada vez mais ferozmente com um setor de varejo em dificuldades, e viu sua posição fortalecida pelo coronavírus, que fez com que as lojas fechassem por meses.
Erica Ely, de 57 anos, disse que “gostou da novidade”. “Nada acontece em Ealing”, um bairro popular do oeste de Londres, explica, garantindo que achou a operação “fácil” e apreciou a seção de confeitaria.
As informações são do e-commercebrasil e do G1.








