A Petrobras informou nesta terça-feira (02) que os Conselheiros de Administração, João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva e Omar Carneiro da Cunha Sobrinho formalizaram o pedido de desligamento da função.
Eles informaram oficialmente à estatal que não pretendem ser reconduzidos ao Conselho de Administração da companhia na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O pedido de desligamento se deu em função da demissão do presidente Roberto Castello Branco.
No comunicado à empresa, João Cox Neto e Nivio Ziviani foram discretos, informando que, “ao tempo que agradecem o convite para a recondução, lamentavelmente não poderão aceitar por razões pessoais”.
Já o Conselheiro Paulo César de Souza e Silva manifestou-se nos seguintes termos:
“Em virtude que meu mandato de Conselheiro de Administração será, em breve, interrompido inesperadamente peço, por favor, para não ser reconduzido ao Conselho de Administração na próxima Assembleia. Aproveito para registrar meu respeito e reconhecimento pelo excelente trabalho desenvolvido pela Diretoria Executiva e funcionários da Petrobras bem como pelos meus colegas Conselheiros sob a liderança do Presidente Eduardo Leal”.
O Conselheiro Omar Carneiro da Cunha foi incisivo e se manifestou em mensagem dirigida ao Presidente do Conselho:
“Em virtude dos recentes acontecimentos relacionados às alterações na alta administração da Petrobras, e os posicionamentos externados pelo representante maior do acionista controlador da mesma, não me sinto na posição de aceitar a recondução de meu nome como Conselheiro desta renomada empresa, na qual tive o privilégio de servir nos últimos sete meses. Sob sua liderança, participei em um Conselho de Administração de altíssimo nível, que se manteve aderente às estratégias devidamente aprovadas, e seguindo os mais altos níveis de governança e de conformidade com os estatutos da empresa, e aos mais altos padrões de gestão empresarial”, destaca um trecho do comunicado.
Em outro trecho ele foi ainda mais enfático na crítica ao governo Jair Bolsonaro:
“Lidei com uma Diretoria do mais alto padrão e funcionários excepcionais. A mudança proposta pelo acionista majoritário, embora amparado nos preceitos societários, não se coaduna com as melhores práticas de gestão, nas quais procuro guiar minha trajetória empresarial. Sendo assim, acredito que minha contribuição ao Conselho de Administração e à empresa seria fortemente afetada, e minha efetividade reduzida. Agradecendo mais uma vez a forma elegante e profissional como você e os demais companheiros deste CA me recepcionaram, subscrevo-me”.
A recondução desses Conselheiros foi proposta pela União Federal, conforme demonstra ofício encaminhado pelo Ministério de Minas e Energia e recebido pela Petrobras no dia 19 de fevereiro.
Em nota à imprensa, a Petrobras informa que eventuais substitutos indicados pelo acionista controlador, o governo Federal, serão submetidos ao processo de análise de gestão e integridade da companhia e objeto de análise pelo Comitê de Pessoas.
A empresa também destaca que “fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado”.








