quinta-feira, 22 outubro, 2026
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Portal Viu
Nada encontrado
Ver todos os resultados

A cidade dos EUA onde uma pessoa morre de Covid-19 a cada 6 minutos

redacao Por redacao
19/01/2021 - 23:59 - atualizado em 20/01/2021 - 00:00
em Mundo
A A
Los Angeles - Coronavirus

Los Angeles já começou a vacinação, que primeiro será feita em idosos e trabalhadores da saúde (Foto; Divulgação - Getty Images)

Compartilhar:

O paramédico Humberto Agurcia não parou de atender ocorrências desde que sua cidade natal, Los Angeles, se tornou o epicentro da pandemia do coronavírus nos Estados Unidos, no final de novembro.

Com 25 anos de experiência, ele diz que nunca viu uma situação tão caótica na cidade. No condado de Los Angeles, o mais populoso dos Estados Unidos, uma pessoa morre de covid-19 a cada seis minutos.

Alguns pacientes nas ambulâncias chegaram a ter que esperar 12 horas para serem admitidos em hospitais lotados.

“Sim, é incomum que isso aconteça nos Estados Unidos. Mas, apesar de ser um país tão avançado, o vírus não nos poupou”, diz Agurcia.

Leia Também

Trump cobra fechamento das fronteiras da França após onda de protestos e violência

Protestos na França terminam com um morto e mais de mil detidos

Trabalhadores como ele são os primeiros a fazer contato com os pacientes. Também são os responsáveis pela difícil tarefa de impedir familiares dos doentes de entrarem nas ambulâncias com seus parentes no caminho para o hospital.

“A única coisa que conseguimos manter no dia a dia é a nossa atitude, o nosso sorriso. Pacientes raramente nos verão desanimados. Manter o ânimo é a única coisa que nos sustenta para aguentar ocorrências que vão de um bebê morto a um incêndio, de um parto a uma morte por covid-19. Quando você acaba de lidar com uma emergência, o que mais importa é a próxima emergência”, diz Agurcia.

Pior situação da história
Agurcia nasceu em Los Angeles há 51 anos, mas foi criado em Guadalajara, no México, onde ficou até os 18 anos. Foi quando resolveu ir para Los Angeles para realizar o sonho de ser bombeiro.

Depois de vários anos de estudo e provas, ele se tornou paramédico dos bombeiros em 1995.

“Fiquei mais de 20 anos trabalhando no condado de Los Angeles, o mais populoso dos EUA. E te digo uma coisa: nunca na minha vida eu tinha visto algo assim”, diz ele. “Meus colegas que estão na carreira há 30 anos dizem a mesma coisa. Os hospitais estão transbordando de pacientes. Fomos inundados com chamadas de emergência”, conta Agurcia.

Alguns hospitais na área onde Aurgia trabalha não estão mais conseguindo admitir pacientes.

“Na área onde trabalho, temos cinco hospitais relativamente próximos e estão todos muito lotados. Em alguns, havia ambulâncias esperando do lado de fora no estacionamento por 8, 10, 12 horas”, diz ele.

“Estive em filas de ambulâncias que duram várias horas e desde o início digo aos pacientes que talvez tenhamos de esperar muito tempo. Não é fácil, às vezes eles falam que a situação não é confortável e que querem ser atendidos imediatamente. Essa situação nos levou a trabalhar muitas horas a mais do que o normal”, conta.

Agurcia, sua esposa e sua mãe também ficaram doentes, apesar de todas as proteções tomadas (Foto; Divulgação)

O plantão normal é de 24 horas, mas às vezes os bombeiros têm feito 48 e até 72 horas direto.

“E agora está nos afetando muito porque temos muitos bombeiros doentes. Fui um desses bombeiros doentes e entre julho e agosto não pude trabalhar”, conta Agurcia.

Ele foi parar no hospital com pneumonia, mas teve alta rapidamente. “Minha esposa, que também trabalha em ambulâncias e atende a cidade, ficou doente ao mesmo tempo que eu, mas melhorou mais rápido”, conta Agurcia.

Sozinhos na ambulância
Na primeira semana de janeiro, a Agência de Serviços Médicos de Emergência do condado de Los Angeles emitiu uma diretiva aos paramédicos pedindo-lhes que não transferissem para hospitais pacientes com poucas chances de sobrevivência.

Embora os funcionários da agência tenha explicado que a diretriz representava uma “mudança relativamente pequena” nos procedimentos padrão, a mudança foi considerada um lembrete para fazer todo o possível no local antes de transferir os pacientes para hospitais.

Houve dias, principalmente em dezembro e no início de janeiro, em que as mortes por coronavírus em Los Angeles ultrapassaram em números absolutos as mortes por outras causas. No fim de novembro, o condado de Los Angeles havia registrado 400 mil casos. Em apenas dois meses desde então, o município já ultrapassou um milhão de infecções.

Até segunda-feira (18/01), o condado tinha quase 14 mil mortes, o dobro de países como a Arábia Saudita e quase o mesmo número do Equador.

“Uma das coisas que mudou no nosso trabalho e que nos afetou muito é ter que avisar aos familiares dos pacientes que eles não podem mais vir junto na ambulância”, diz Agurcia.

“Minha mãe também ficou na UTI por quatro meses, muito doente com covid-19. Chegamos a pensar que ela ia morrer sem que pudéssemos vê-la”, conta.

“Eu lembro disso todos os dias aqui no trabalho. Então entendo como é difícil não poder acompanhar seu avô, sua mãe, seu pai. As pessoas às vezes ficam com raiva, porque obviamente estão muito afetadas pela situação”, diz Agurcia.

“Acho que, entre todas as situações, essas eu nunca vou esquecer.”

O paramédico conta que a pandemia atingiu muito a comunidade latina. “A única diferença que noto quando atendo essas emergências é que às vezes há mais pessoas na casa porque várias gerações vivem juntas.”

Epicentro da pandemia
A Califórnia foi o primeiro Estado dos EUA a implementar lockdown (fechamento total de comércios e serviços não essenciais) quando a pandemia começou a se alastrar no ano passado, mas milhões de trabalhadores são considerados essenciais e tiveram que continuar trabalhando em setores como agricultura e serviços essenciais.

Especialistas apontam que a densidade na cidade de Los Angeles, onde muitas vezes várias famílias ocupam a mesma casa, tem sido um dos motivos para o aumento desproporcional das infecções nos últimos dois meses.

Alguns hospitais estão improvisando tendas para abrigar pacientes em Los Angeles (Foto; Divulgação – Getty Images)

A população hispânica foi a mais afetada — a taxa de mortalidade latina é de 193 por cada 100 mil pessoas, em comparação com 115 para negros e 68 para brancos. E para cada duas pessoas que morrem no bairro rico de Bel Air, mais de 230 pessoas morrem no leste de Los Angeles, uma área predominantemente hispânica.

“Sim, é estranho pensar que isso possa estar acontecendo nos Estados Unidos. Mas, mesmo sendo um país tão avançado, há muita gente morando e muita gente viajando por aqui também. Não foi nenhuma surpresa que uma pandemia internacional tenha nos atingido com tanta força”, comenta Agurcia.

No quartel dos bombeiros onde ele trabalha, fica de máscara o tempo todo e não pode mais sentar comer com os colegas.

“Neste momento, há um movimento muito grande para tentarmos ajudar uns aos outros e assim lidar com possíveis problemas de saúde mental. O suicídio é um grande problema entre socorristas nos Estados Unidos”, diz ele. “Depois que há uma alta nas chamadas, ou um caso muito pesado, nos reunimos para conversar e ver quem pode precisar de mais atenção.”

Agurcia diz que há muitas tragédias, mas também histórias bonitas.

“Já recebemos cartas de agradecimentos de pessoas por termos cuidado de sua avó, que voltou para casa e coisas do tipo”, conta ele. Agurcia diz que o apoio do público tem sido importante, e todos os paramédicos estão lutando para continuar nessa batalha pelo tempo que for necessário.

“Ainda estamos no meio de uma pandemia, a situação ainda não se acalmou”, diz ele.

As informações são da BBC News.

Tags: #Coronavírtus#Covid-19#PandemiaEUALos Angeles
Notícia anterior

Enfermeiro é o primeiro a receber a vacina contra Covid-19 em Campos

Próxima notícia

Prova de vida para aposentados do INSS é suspensa até fevereiro

redacao

redacao

Próxima notícia
INSS Prova de Vida suspensa

Prova de vida para aposentados do INSS é suspensa até fevereiro

Trump deixa a Casa Branca

"Nós voltaremos", diz Trump, ao deixar a Casa Branca

COLUNISTAS

Entre palcos e palanques: o meio artístico ganha protagonismo na reta final da eleição

Fabrício Cabral
21/10/2026 05:09

Temperança marca a transição para outubro com mensagem de equilíbrio e renovação

Carlos Fracho
28/09/2026 05:56

Na mira do MPRJ: Ala inaugurada em 2024 no Hospital Manoel Carola nunca funcionou 

Douglas Fernandes
25/09/2026 04:20

Mentira e eleição: quando convencer vale mais que dizer a verdade

João Vicente
15/09/2026 08:44

Frederico Paes e o governo que tenta trocar espetáculo por entrega em Campos

Roberto Barbosa
07/07/2026 11:23

STF e autismo: quando a condição precisa ser visível para ser reconhecida

Karoline Barbosa
28/05/2026 09:10

Thiago Rangel mantém influência na Alerj mesmo após afastamento, aponta blog

Mathilde no Poder
14/05/2026 10:05

A história de Jacyr Barbetto em Campos dos Goytacazes-RJ (Parte II)

Leonardo Santos
01/05/2026 11:30

EDITORIAS

Brasil Canal VIU Cidade Concurso Cultura D+News Economia Esporte Fonte Exclusiva GEEK Mundo Opinião Política Saúde Tecnologia
Portal Viu
Universidade Candido MendesO

 

Notícias das cidades do Estado do Rio de Janeiro, com destaque para Macaé e Campos dos Goytacazes, além dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça o Portal VIU!

E-mail: [email protected]

  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Política
  • Cidade
  • Fonte Exclusiva
  • Economia
  • Mundo
  • Opinião
  • D+News
  • Colunistas
  • Apuração Eleições 2026

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Brasil inteiroVer por estado
Carregando dados oficiais do TSE…
Fonte: TSEAcompanhar apuração completa →

Add New Playlist