Após dias de silêncio, o presidente Donald Trump disse avaliar que seu discurso no dia 6 de janeiro foi adequado, e negou qualquer responsabilidade sobre a invasão ao Congresso feita logo depois, por apoiadores dele.
“Se você ler meu discurso.. o que eu disse foi totalmente apropriado”, respondeu Trump, nesta terça (12), ao ser perguntado pelos repórteres sobre sua responsabilidade no ataque ao Congresso, antes de embarcar para uma viagem ao Texas.
O presidente fará uma visita a um trecho do muro na fronteira do México, em Alamo. Ampliar esta barreira foi uma de suas principais promessas de campanha, por simbolizar o combate à entrada de imigrantes.
Trump tem apenas mais oito dias no cargo. Na semana passada, ele foi bloqueado por várias redes sociais, incluindo Twitter e Facebook, por estimular a violência e espalhar mentiras. Como ele não teve agendas públicas nos últimos dias, o bloqueio gerou a sensação de que ele estava distante. O republicano costumava postar nas redes sociais muitas vezes por dia.
Nesta terça (12), o presidente também falou sobre o pedido de impeachment contra ele, que chamou de “absolutamente ridículo”. Disse que o processo causa um ódio tremendo e que é uma “continuação da maior caça às bruxas da história da política.”
Deputados democratas apresentaram o pedido na segunda (11). A petição, de quatro páginas, acusa o presidente de “incitar a violência contra o governo dos Estados Unidos”, por estimular uma multidão a invadir o Congresso, na semana passada, em meio à certificação dos resultados eleitorais.
“Incitada pelo presidente, uma multidão invadiu o Capitólio, atacou equipes de segurança, ameaçou membros do Congresso e o vice (…) e se engajou em atos violentos, mortais, destrutivos e sediciosos”, diz o pedido, assinado por deputados democratas.
O pedido cita falas de Trump, como “se vocês não lutarem para valer, vocês não terão mais um país”, e menciona os esforços dele para subverter a eleição que perdeu, como o telefonema ao secretário de Estado da Geórgia, a quem pediu que “encontrasse votos” para mudar o resultado.
As informações são da Folha de São Paulo.








