A justiça de Londres negou o pedido de extradição do jornalista australiano Julian Assange para os EUA, segundo informa reportagem da RT Internacional.
Fundador do Wikileaks, site de que divulgou documentos secretos do governo Norte-Americano, expondo crimes de tortura na guerra do Afeganistão, do Iraque e escrutas clandestinas contra vários estadistas no mundo, Assange está preso na Inglaterra sob acusação de crime de espionagem.
A decisão que nega a extradição é da juíza do Tribunal de Londres, Vanessa Baraitser. Ela considerou que Assange não pode ser extraditado devido ao seu estado de saúde e os riscos que representaria para sua vida.
Os advogados dos EUA devem apelar contra a decisão, mas a apreciação do caso deverá se estender por anos, podendo ser levado ao Supremo Tribunal Britânico ou Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
ENTENDA O CASO
Julian Assange foi preso em Londres, em abril do ano passado. Ele viveu refugiado durante 7 anos na embaixada do Equador, opção adotada por temer a extradição para os EUA. Antes ele vivia em liberdade condicional.
O ativista é acusado de violar a Lei de Espionagem dos EUA e por isso estaria sujeito a enfrentar uma possível pena de 175 anos, caso fosse extraditado.
O caso Assange representa uma das maiores violações à liberdade de imprensa e ao direito de livre expressão. O movimento em defesa de sua liberdade mobiliza personalidades e juristas em várias partes do mundo.








