Com a expectativa de que os EUA aliviem as sanções a partir da posse do novo presidente Joe Biden, em 20 de janeiro, a República Islâmica do Irã está se preparando para elevar a produção de petróleo, informa a agência Sputnik News.
O país está impedido de exportar a matéria prima em função das medidas aplicadas pelo presidente Donald Trump, depois que os EUA se retiraram unilateralmente do acordo nuclear que possibilitou a reintegração da República Islâmica ao mercado internacional.
O site oficial do presidente iraniano, Hassan Rouhani, informa que o país está se preparando para aumentar a produção já nos próximos três meses. “Teerã vai preparar recursos e equipamentos da indústria para produção e exportação de petróleo de acordo com a capacidade atual nos próximos três meses”, diz o site.
Em 2015, quando os EUA e outros países europeus aderiram ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPO, na sigla em inglês), que implicava na regulação do programa nuclear iraniano mediante inspeção internacional, o país persa conseguiu aumentar as vendas de petróleo no exterior em até dois milhões por dia.
“Estamos prontos para aumentar a produção de petróleo rapidamente”, disse Rouhani.
O aumento da produção no Irã provocará um efeito colateral no mercado internacional. A cotação da matéria prima tende a se depreciar em função do aumento da oferta, o que deverá provocar uma redefinição nos planos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+).
O cartel formado por países produtores tentam manter a produção em baixa para aumentar a cotação, que foi atingida pela desaceleração da economia mundial em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
Será um problema adicional também para estados e municípios brasileiros petrorrentistas, que têm a maior parte da arrecadação proveniente dos repasses de royalties e Participação Especial na produção de petróleo.








