A morte brutal de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, espancado em um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre (RS), ganhou as páginas on-line de jornais estrangeiros nesta sexta-feira (20).
Freitas foi espancado e morto por dois homens brancos que faziam a segurança de uma unidade do Carrefour na capital gaúcha. Os suspeitos tiveram prisão preventiva decretada. Laudo inicial aponta que o soldador, de 40 anos, foi morto por asfixia.
Veja a repercussão no exterior
The Washington Post (Estados Unidos)
O jornal americano destacou a brutalidade dos seguranças ao dizer que Freitas foi “selvagemente espancado”. A publicação também mostrou os protestos ocorridos por todo o país e relembrou os atos que tomaram os Estados Unidos após a morte de George Floyd, em maio.
La Nacion (Argentina)
A reportagem do jornal argentino, com base na apuração da agência France Presse, menciona a “onda de indignação” após um “espancamento brutal” no supermercado. O “La Nación” também lembrou que o Brasil celebra nesta sexta o Dia da Consciência Negra.
Der Spiegel (Alemanha)
O site da revista alemã retratou a morte de João Alberto após o que chamou de “ataque mortal” por parte dos seguranças. “Discriminação a pessoas negras é generalizada no país sul-americano”, diz a reportagem do “Der Spiegel”.
El País (Espanha)

‘O espancamento mortal de dois guardas brancos a um cliente negro põe em foco o racismo no Brasil’, diz reportagem do jornal ‘El País’ — Foto: ‘El País’/Reprodução
Na reportagem, o jornal espanhol cita Porto Alegre como “uma cidade do Brasil mais branco” e menciona que o assassinato ocorreu em meio à campanha das eleições municipais. O ‘El País’ também relembrou a fala do vice-presidente Hamilton Mourão de que “não existe racismo no Brasil”.
Le Parisien (França)
‘O Brasil se indigna depois da morte de um homem negro, espancado por agentes de segurança’, diz o título da reportagem do ‘Le Parisien’ — Foto: ‘Le Parisien’/Reprodução
“É um excesso de emoção e de raiva que se expressa atualmente no Brasil”, diz a abertura da reportagem do periódico francês. O jornal lembra que o supermercado pertence ao grupo Carrefour, rede de origem francesa.
As informações são do G1.












