O presidente Jair Bolsonaro repetiu nesta segunda-feira que seu governo não tornará obrigatória a vacinação contra covid-19 e afirmou que os países que oferecem a imunização deveriam aplicá-la antes em sua população, a exemplo do que ocorre na indústria bélica. As informações são da Valor Econômico.
“O Programa Nacional de Vacinação, incluindo as vacinas obrigatórias, é de [19]75. A lei atual incluiu a questão de pandemias lá, mas é bem clara”, afirmou Bolsonaro a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada. “Quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde [Eduardo Pazuello] já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final.”
Fazendo referência ao governador de São Paulo, João Doria, o presidente afirmou que “tem um governador aí que está se intitulando o médico do Brasil, dizendo que a vacina será obrigatória. Repito que ela não será”, disse. “Tem que ter comprovação científica. O país que está oferecendo esta vacina primeiro tem que vacinar em massa os seus e depois o
Sem ser questionado sobre o assunto, Bolsonaro disse que teve dificuldade em manter o valor original do pagamento do auxílio emergencial.
“Eu sei que R$ 600 é pouco para quem recebe, mas é muito para o Brasil. Dá R$ 50 bi por mês. Tem que ter responsabilidade para usar a caneta BIC aí. Não dá pra ficar muito tempo mais com este auxílio porque o endividamento nosso é monstruoso. Mas o Brasil está saindo da crise, pelo que os números estão mostrando aí”, afirmou.
Também sem ser questionado, o presidente fez referência à reforma administrativa de Doria, considerada possível armadilha para aumento de impostos, chamando o projeto de “lamentável”.
“Teve um governador aí que aumentou impostos, de São Paulo. Impressionante. A colaboração dele para a pandemia foi essa. Lamentável”, finalizou.








