No Iémen, grupo terrorista reivindica a autoria de três atentados que mataram 22 pessoas |
O secretário de Estado da Defesa norte-americano, Ashton Carter, anunciou nesta sexta-feira (25/03) a morte do “número dois” do movimento extremista Estado Islâmico.
“A remoção deste líder do Estado Islâmico vai dificultar a sua capacidade de conduzir operações dentro e fora do Iraque e da Síria”, disse Carter sobre a morte de Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli, a quem se referiu como Haji Imam.
Segundo Carter, o vice-líder do Estado Islâmico era o responsável pelas finanças da organização terrorista que tem reivindicado vários atentados, no mundo árabe e na Europa, como os recentes ataques em Bruxelas e em Paris. O Ministério da Justiça dos Estados Unidos tinha oferecido até US$ 7 milhões por informações que levassem à sua captura.
A morte de al-Qaduli é a segunda de um alto dirigente do grupo em apenas algumas semanas. Este mês, o Pentágono disse que também conseguiu matar ‘Omar o Checheno’, após um ataque no Norte da Síria.
Al-Qadouli “era um terrorista conhecido nas fileiras do Estado Islâmico”, disse Carter, lembrando a morte de ‘Omar’, que atuava como responsável na área de defesa.
“Há alguns meses, eu disse que ia atacar a infraestrutura do Estado Islâmico. Primeiro atacamos os locais de armazenamento de dinheiro e agora vamos atacar a capacidade de gerir suas finanças”, disse o responsável, considerando que “isso afetará a capacidade de pagamento e a contratação de recrutas”.
Segundo as fontes de segurança do Iraque e dos Estados Unidos, al-Qadouli nasceu em Mosul e estava no Afeganistão desde o final de 1990. Juntou-se à Al-Qaeda em 2004, e tornou-se “número dois” do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, que morreu em 2006 num ataque dos EUA. Foi então preso e, depois da sua libertação, em 2012, juntou-se ao Estado Islâmico na Síria.
ATAQUES SUICIDAS
Nesta sexta-feira (25/03), o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos três ataques suicidas de no Iémen, que resultaram na morte de 22 pessoas. De acordo com o grupo extremista, foi um “ataque contra uma base da coligação” árabe.
A agência Amaq, ligada ao grupo, informou que os combatentes do Estado Islâmico “lançaram três operações mártires e um ataque contra uma base da coligação (árabe, sob comando saudita) em Aden”, acrescentando que mataram pelo menos 27 pessoas.
Um responsável da segurança tinha indicado antes que os atentados provocaram 22 vítimas mortais, entre as quais dez civis.
Os ataques desta sexta-feira foram cometidos contra pontos de controle de autoridades leais ao governo, reconhecido pela comunidade internacional, conforme informações da agência de notícias AFP.
Dois carros-bombas explodiram no Oeste de Aden e uma ambulância próximo a um posto de controle, no centro da cidade, declarada capital “provisória”, depois de Sanaa ter sido tomada pelos rebeldes xiitas ‘huthis’.
A guerra do Iémen intensificou-se na sequência da intervenção, em março de 2015, de uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita, em apoio ao governo do presidente iemenita Abdrabuh Mansur Hadi, contra os rebeldes ‘huthis’.
A última sessão de conversações entre o governo iemenita e os rebeldes apoiados pelo Irã ocorreu entre 15 e 20 de dezembro de 2015, na Suíça, sob mediação da ONU.
Dados da ONU indicam que a guerra no Iémen já provocou cerca de 6,3 mil mortes, metade civis. Os rebeldes controlam a capital Sanaa e largas faixas de território no Norte do país.
*Com informações da Agência Brasil e Agência Lusa








