Com o Estado do Rio endividado, ele agora enfrenta o desafio de combater um câncer raro e agressivo |
Com um Estado sem dinheiro para pagar folha de pagamento e manter serviços básicos, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão enfrentava uma série de manifestações nas ruas. Agora ele enfrenta outro drama: um câncer linfático. Ele iniciou neste sexta-feira (25/03) a quimioterapia para combater a doença diagnosticada como rara e agressiva. O homem que era alvo dos servidores insatisfeitos, agora comove a população e capitaliza uma torcida coletiva por sua recuperação.
Pezão está internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na zona sul da cidade, desde o dia 12. Ontem, ele e o oncologista Daniel Tabak, que cuida de seu caso, anunciaram que ele tem linfoma não Hodgkin, em tecido ósseo.
De acordo com o oncologista, o tipo de câncer do governador é Tanaplásico de grandes células ALK positivo, que é incomum e agressivo, mas potencialmente curável.
Pezão vai se submeter a um tratamento que envolve entre seis e oito sessões de quimioterapia. Cada sessão de aplicação dura três dias. Nos 18 dias seguintes, a medicação atua no organismo do paciente.
Como o tratamento, que pode durar até oito meses, não precisa de hospitalização, Pezão deve receber alta na próxima terça-feira (29/03), quando ele completa 61 anos. Ele vai se licenciar por 30 dias, período durante o qual o vice-governador, Francisco Dornelles, ficará à frente da administração do estado.
REAÇÃO POSITIVA
De acordo com a equipe médica, Pezão reagiu bem à primeira sessão de quimioterapia de seu tratamento contra um linfoma não-Hodgkin em duas vértebras da coluna. Os medicamentos foram injetados por meio de um cateter, implantado ontem na altura da clavícula de Pezão.
Mais duas sessões estão previstas para sábado (26/03) e domingo (27/03), e o governador deve ter alta na próxima terça-feira (29/03), para se recuperar da quimioterapia em casa. O tratamento terá entre seis e oito ciclos de 21 dias: três de quimioterapia e 18 de recuperação.
O médico oncologista Daniel Tabak, responsável pelo tratamento, disse que o câncer de Pezão é incomum, agressivo e potencialmente curável, e que o governador encontra-se em bom estado clínico, sem que a enfermidade tenha afetado gânglios, pulmão, rins ou fígado.
Segundo Tabak, 70% dos pacientes com o mesmo tipo de câncer que o governador são curados quando submetidos ao mesmo tipo de tratamento. Tabak destacou que a expectativa do tratamento é favorável.








