O PDT e o PSL superaram as barreiras ideológicas e selaram uma aliança em Campos (RJ), Norte Fluminense, nesta quarta-feira (16), abrindo precedente para um entendimento entre o trabalhismo e um partido da ala liberal no plano regional.
O PSL foi a legenda pela qual o presidente da República Jair Bolsonaro se elegeu na eleição de 2018.
Na cidade, o candidato pedetista Caio Vianna terá como vice o coronel da Polícia Militar, Fabiano Souza, que seria o candidato do PSL à sucessão municipal.
O acordo foi formalizado com a presença do deputado federal Felício Laterça (PSL), que foi apresentado como interlocutor da aliança no Congresso Nacional para viabilizar verbas destinadas ao município.
“Vamos deixar diferenças partidárias de lado para colocar o povo de Campos em primeiro lugar e reconstruir nossa cidade. Com seriedade e com a ajuda de um deputado federal campista atuante, vamos trazer recursos para a cidade voltar a crescer”, disse Caio.
“Esse é o nosso compromisso e, por isso, vamos caminhar com você, Caio. Precisamos de pessoas técnicas e empenhadas para mudar a realidade de nossa cidade”, destacou Laterça.
Coronel Fabiano foi comandante do 8º BPM na cidade. Ele abriu mão da candidatura própria para integrar a aliança.
“O mesmo compromisso ao longo da minha carreira na Polícia Militar, com seriedade e trabalho, manterei com o nosso futuro prefeito Caio Vianna para o progresso da nossa Campos dos Goytacazes”, disse.
O PSL em Campos estava sob o comando de Bruno Vianna, filho do ex-deputado Gil Vianna, que morreu em decorrência da Covid-19. Bruno é candidato à Câmara de Vereadores e foi destituído da comissão provisória em função de sua aproximação com o deputado Wladimir Garotinho (PSD), que disputa a sucessão municipal.
A intervenção se deu a pretexto da legenda lançar candidatura própria no pleito local. A aliança com o PDT, no entanto, é um fato novo nas discussões internas.








