Comunicado oficial assegura que dinheiro estará na conta a partir de sexta-feira (11/03) |
Da redação |
O Governo do Estado do Rio anunciou nesta terça-feira (08/03) que o pagamento da folha de fevereiro dos servidores ativos, inativos e pensionistas será depositado nesta sexta-feira (11/3). Em comunicado divulgado no site oficial do governo, o texto pede “a compreensão dos servidores e pensionistas”, e explica que o atraso é devido ao agravamento da crise financeira fluminense, provocada pelo aprofundamento da desaceleração da economia brasileira, recuo nos investimentos da Petrobras e queda nos preços do petróleo.
O pagamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira (9/11). O valor a ser desembolsado pelo governo do estado será de R$ 1,445 bilhão a 468.621 servidores, sendo 220.323 ativos, 153.463 inativos e 94.835 pensionistas.
“A forte recessão da economia brasileira, confirmada pelos dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na semana passada pelo IBGE, está afetando todos os estados brasileiros, em particular o Rio de Janeiro, cuja economia tem, pela sua vocação natural, forte peso do petróleo, cujos preços vêm despencando desde 2014. O PIB do país despencou 5,9% no último trimestre de 2015 ante igual período do ano anterior. O resultado ilustra a dimensão da crise econômica que castiga todas as unidades da Federação, obrigando vários estados a postergar ou parcelar o pagamento dos salários”, diz um trecho do comunicado.
No mesmo documento, o governo enfatiza que “a quase paralisação das atividades da Petrobras, empresa que tem 80% das suas atividades no Estado do RJ, agrava significativamente a crise das finanças fluminenses”.
“A partir do último trimestre de 2014, houve uma intensa mudança na arrecadação do Estado, provocada pela forte queda nos preços do petróleo, setor que representa 30% do PIB do estado”, acrescenta.
O Estado do Rio de Janeiro tem uma arrecadação com forte dependência dos repasses de royalties. A receita despencou 38% em 2015, passando de R$ 8,7 bilhões em 2014 para R$ 5,5 bilhões no ano passado. A retração afeta o fluxo de renda e atinge outras fontes de arrecadação, como o ICMS.
“Ainda em 2015, a arrecadação de ICMS do segmento de “petróleo, combustíveis e gás natural” despencou, em termos reais (descontada a inflação), 19,4% em relação a 2014. O preço do barril do petróleo caiu de US$ 110 em junho de 2014 para US$ 65 em junho de 2015. A média do mês passado foi de US$ 30”, explica o comunicado.








