O prefeito de Macaé (RJ), Dr. Aluízio Jr., está discutindo um protocolo oficial para orientar os profissionais da educação na rede pública e privada (além de alunos) no retorno às aulas.
Na quinta-feira (20), ele reuniu uma comissão com servidores da Saúde e Educação para debater o tema. Um representante do Ministério Público Estadual (MPRJ) participou do encontro por meio de videoconferência.
Com base nos dados da Gerência de Vigilância em Saúde, o município pretende seguir o índice de contaminação do novo coronavírus, denominado índice R, para orientar as decisões sobre a retomadas das atividades escolares presenciais.
Só após atingir esse índice é que o município poderá marcar a volta às aulas, seja este ano ou em 2021.
O prefeito garantiu que, independente da data, tanto a rede pública quanto a particular retornarão juntas de forma gradual, por segmento, usando o sistema híbrido, conforme está no Plano de Retomada do município.
A portaria que cria a comissão será publicada no Diário Oficial de Macaé.
Todas as decisões, segundo o prefeito, estão sendo analisadas de forma compartilhada.
“Atingir o índice R e depois ver o quando e como retornar (às aulas). Todas as questões serão analisadas, considerando não causar danos a ninguém”, disse o prefeito
ENTENDA O CASO
Para entender como o vírus vem se propagando em situação de pandemia em uma cidade ou estado, existe um parâmetro que avalia sua possibilidade de transmissão entre a população.
Trata-se de um coeficiente chamado R, que serve para determinar o potencial de propagação de um vírus. Números maiores que 1 indicam taxa de transmissão em que os casos tendem a aumentar. O contrário ocorre quando esse número é menor que 1.
A Fiocruz recomenda que seja menor que 1, sendo ideal 0,5. Atualmente o R em Macaé é de 0,87.
De posse desse número, as autoridades de saúde conseguem estabelecer a medida da intensidade das intervenções necessárias para o controle da pandemia.
São vários os modelos de aplicação matemática para se obter o coeficiente R, dependendo das variáveis e da situação epidemiológica que se quer investigar.
Na próxima reunião os integrantes da comissão de Macaé, que fazem parte da Secretaria de Saúde, irão apresentar o coeficiente ideal para Macaé.
Não há previsão nem definição quanto a volta às aulas. No entanto a comissão tem o objetivo de discutir os riscos e benefícios que envolverão cerca de 100 mil pessoas, seja quando for o retorno.
Na proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde, por constam várias diretrizes e questões a serem consideradas para o retorno e um cronograma.
“A volta às aulas deverá ser diferente em cada estado e em cada cidade. Vai depender de como estão os indicadores de transmissão, internações e leitos de unidades de terapia intensiva (UTI)”, disse Dr. Aluízio.








