O jornalista israelense Richard Silverstein publicou uma reportagem no jornal britânico The Guardian afirmando que a explosão em Beirute, capital do Líbano, tem o dedo de Israel.
Richard afirmou que a intenção do governo israelense seria atacar um depósito de armas do Hezbollah no porto de Beirute. No entanto, “eles não sabiam que havia 2.700 toneladas de nitrato de amônio armazenadas em um armazém ao lado”.
A informação, segundo o jornalista, parte de uma fonte israelense confidencial.
“Embora Israel tenha atacado regularmente o Hezbollah e os depósitos e comboios de armas iranianos na Síria, raramente realiza tais ataques descarados no Líbano. Esse ataque na capital do país marca uma escalada ainda maior. A pura imprudência dessa operação é surpreendente”, diz o jornalista.
A reportagem de Silverstein foi compartilhada nas redes sociais pelo historiador israelense Ilan Pappe — um dos mais importantes historiadores a respeito das relações entre Israel e Palestina.
Ele escreveu: “Alguém sabe mais alguma coisa sobre isso? Richard é um cara sério e não se apressaria em publicar notícias falsas”.
Em outra reportagem, Silverstein compartilha o trecho de uma entrevista à CNN de Robert Baer, um ex-analista da CIA — agência de inteligência norte-americana.
Especialista em Oriente Médio, Baer diz que analisou atentamente o vídeo da explosão e que foram “munições” que causaram a explosão no porto da capital libanesa.
“Foi claramente um explosivo militar”, disse o analista. “Não era fertilizante como nitrato de amônio. Eu tenho certeza disso. Você olha para aquela bola laranja e é claramente um explosivo militar”, continua.
“Parece quase um acidente”, diz ele. “Foi incompetência, e talvez tenha sido corrupção, mas a questão é: Se foram explosivos militares, para quem eles foram ou por que foram armazenados lá?”, questiona. As informações são do Pragmatismo Político.








