Umberto Eco e Harper Lee deixam como legado obras que inspiram sucessos no cinema |
Da redação com Reuters |
O escritor italiano Umberto Eco, que ficou famoso com o romance de 1980 “O Nome da Rosa”, morreu na sexta-feira (19/02), aos 84 anos.
O jornal La Repubblica disse que foi informado pela família sobre a morte de Eco na sexta-feira à noite, em sua casa, no norte da Itália.
Eco era praticamente desconhecido fora dos círculos universitários até a meia-idade, quando ele tornou-se uma celebridade internacional da noite para o dia ao publicar seu primeiro romance, uma história de detetive pouco ortodoxa situada num mosteiro medieval.
“Ele era um exemplo extraordinário de intelectualismo europeu, unindo uma inteligência única do passado com uma inesgotável capacidade de antecipar o futuro”, afirmou o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, segundo a agência de notícias italiana Ansa.
Foi uma introdução tardia no mundo da fama literária internacional para o professor da Universidade de Bologna, então com 48 anos, o que surpreendeu muitos críticos.
O “Nome da Rosa” mostra uma descrição altamente detalhada da vida em um mosteiro do século 14 e disputas filosóficas e religiosas da época.
Eco atribuiu o sucesso do livro à semelhança de experiências compartilhadas pela humanidade na época retratada no livro e o final do século 20.
“Espero que os leitores vejam as raízes, que tudo o que existia então – de bancos e da espiral inflacionária à queima de bibliotecas – existe hoje”, disse ele em uma entrevista à New York Times Book Review em 1983.
Harper Lee: Dois romances e os mesmos personagens
A escritora Harper Lee, autora de um dos clássicos mais duradouros da literatura norte-americana, “O Sol é Para Todos”, morreu aos 89 anos.
Mary Jackson, escriturária de Monroeville, cidade-natal de Harper no Estado do Alabama, confirmou à Reuters por telefone a morte da escritora, que esperou 55 anos para publicar um segundo romance com os mesmos personagens, mas de um ponto de vista muito diferente.
Durante décadas se acreditou que Harper jamais daria sequência a “O Sol é Para Todos”, e a publicação de “Vá, Coloque um Vigia” em julho de 2015 foi um acontecimento literário surpreendente – e um choque para os fãs de seu único livro anterior.
Em “O Sol”, Atticus Finch é o pai reverenciado da jovem narradora Scout e um advogado que, com nobreza, mas sem sucesso, defende um negro acusado injustamente de estuprar uma branca. Em “Vigia”, porém, um Atticus mais velho mostra opiniões racistas que deixam a já crescida Scout profundamente desiludida.
Harper teria escrito “Vigia” antes, mas, por sugestão de um editor, o teria deixado de lado para contar uma história sobre racismo no sul dos EUA do ponto de vista da menina nos anos 1930.








