Tendo produzido até 2020, ano em que lançou PUNK, Diretor, Dramaturgo, Escritor, Letrista. Nascido no bairro de Santana, quando adolescente mudou-se para a cidade de Ribeirão Preto (SP). Trabalhou como office-boy e auxiliar de escritório. Com 21 anos entrou para o Conservatório Nacional de Teatro, no Rio de Janeiro, RJ, onde cursou arte dramática.
Da redação: Antonio Bivar morreu neste domingo (05), vítima da covid-19, aos 81 anos.
Em 1968, ganhou o Prêmio Molière de melhor autor do ano com as peças “Cordélia Brasil”, com Norma Bengell, e, “Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã”. Entre 1970 e 1972, passou a maior parte do tempo viajando, pois teve problemas com a censura.
Retornou em 1973 e foi convidado por Maria Bethânia para dirigir o show “Drama, luz da noite”. Ainda no mesmo ano, dirigiria também Rita Lee no show “Tutti Frutti”. Em 1982, organizou o primeiro festival punk brasileiro, “O começo do fim do mundo”, realizado nos dias 27 e 28 de novembro no Sesc Pompeia. Publicou no mesmo ano, o livro “O que é punk”, pela editora Brasiliense.
Sua última participação como diretor de show ocorreu na década de 1990, quando dirigiu a dupla Leandro e Leonardo. Com Rita Lee compôs “Drag queen”. Enfim, é toda uma carreira carregada de sucesso, apesar de pouco conhecido fora do eixo cultural hegemônico, Rio-São Paulo.
Participou intensamente da agitação inovadora dos movimentos de contracultura dos anos 60, 70 e começo dos 80. Foi organizador do mais importante festival de música punk realizado no Brasil nos dias 27 e 28 de novembro de 1982 no SESC Pompeia (SP), que contou com a participação de bandas punks que fizeram história no cenário nacional e internacional, destaque especial para Inocentes, Olho Seco, Cólera e Ratos de Porão. Na obra Verdes vales do fim do mundo, escreveu um relato biográfico da sua estada de um ano e uma semana na Europa.
Residiu em Londres, onde conviveu com outros nomes da cena cultural brasileira então exilados pela ditadura militar, como Jorge Mautner, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Leilah Assumpção.[1] No campo da dramaturgia escreveu outras obras premiadas como Alzira Power e Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã.
Neste artigo, gostaria de discorrer sobre a obra Funk, ao menos para lhe fazer uma homenagem: PUNK (O que é punk ,1982, ed. Brasiliense).
Este livro dispensa apresentações. É uma das obras mais importantes já escritas sobre o movimento punk, senão a mais importante já escrita no Brasil. Antonio Bivar, seu autor, é reconhecido pelos punks brasileiros da geração de 82 como o escritor que melhor transcreveu a fervilhante cena, de Londres 76 a São Paulo 82, para o papel.
Lançado como O que é Punk, publicado originalmente em 1982, pela Editora Brasiliense, dentro da Coleção Primeiros Passos, tornou-se um clássico instantaneamente, alcançando seis edições e diversas tiragens. Para nossa alegria, agora rebatizada simplesmente como Punk, essa pequena obra-prima de Bivar sobre o movimento musical surgido na Inglaterra nos anos 1970 dá sequência a Outros Passos, série que se propõe a “definir”, de forma aberta e sinuosa, verbetes que se constituirão num alfabeto de temas caros às cidades, espécie de cartografia livre e multifacetada do que somos constituídos.
Esta novíssima edição contém um novo Prefácio, escrito por Bivar, e um Posfácio escrito pelo músico Kiko Dinucci, que também fez as ilustrações.
Compõem ainda a edição sobrecapas e gravuras internas criadas por Angela Mendes, Kiko Dinucci e Ricardo Costa, que podem ser emolduradas. Grande perda. Fica o canto, fica a obra!








