Cerca de 14 milhões de brasileiros poderão ser empurrados para a pobreza, vivendo com US$ 5,50 (R$ 27,40) por dia, em função da crise econômica acelerada pela pandemia do novo coronavírus, segundo informa reportagem da BBC News.
No pior cenário, haverá uma queda de renda ainda mais acentuada, com milhões de pessoas chegando ao estágio de pobreza extrema.
A projeção consta no estudo conduzido por pesquisadores da Universidade King´s College London (Inglaterra) e Universidade Nacional da Austrália. O trabalho é realizado em parceria com o Instituto Mundial das Nações Unidas para Pesquisa Econômica do Desenvolvimento (UNU-WIDER).
Os pesquisadores consideram três cenários possíveis de recessão: queda de 5%, 10% ou 20% na renda e consumo no país. Esse último estágio será o pior cenário, porque o limiar da renda para caracterizar pobreza extrema, é US$ 1,90 por dia.
Os R$ 27,40 (US$ 5,50) de renda diária é um dos parâmetros definidos pelo Banco Mundial para definir o estágio de pobreza. Os outros dois, US$ 3,20 e US$ 1,90, caracterizam pobreza extrema, com o país contabilizando uma queda de 20% na renda ou no consumo.
A crise econômica e social vai afetar a economia global. Ao redor do mundo, o número de pessoas vivendo em extrema pobreza poderá passar dos atuais 723,3 milhões de pessoas para 1,1 bilhão.
Se isso se confirmar, haverá uma reversão de 7 a 10 anos de progresso na luta contra a redução da pobreza no mundo. Será o primeiro aumento absoluto de pessoas vivendo em extrema pobreza desde 1999.








