A secretaria de Saúde de Carapebus (RJ), no Norte Fluminense, é alvo da Operação Scepticus, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (GGU) nesta terça-feira (09).
Os agentes investigam indícios de fraudes em licitação no Fundo Municipal de Saúde. As supostas suspeitas recaem sobre em dispensas de licitação na compra de medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPIs), testes rápidos para detecção do COVID-19.
Também estão sendo investigadas a locação de equipamentos, insumos hospitalares e contratação de empresa para montagem de hospital de campanha. De acordo com informações da PF, a Prefeitura gastou a soma de R$ 4,7 milhões nesses procedimentos.
As investigações apontam como indícios de fraudes, a escolha de empresas antes mesmo da instauração de processos de licitação. Algumas empresas teriam sede em endereços residenciais, sem empregados e bens. Outra constatação foi que o fornecedor é parente do servidor lotado na Secretaria de Saúde.
Scepticus, palavra que dá nome a Operação, é de origem latina e significa ceticismo. O termo, destaca a PR, “traduz a falta de crença nas ações empreendidas pelos agentes públicos e empresários investigados no combate ao COVID-19”.
A operação mobilizou 80 policiais federais, além de servidores do Ministério Público Federal (MPF) e CGU. Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Carapebus, na Secretaria Municipal de Saúde e Fundo Municipal de Saúde.
Os agentes também visitaram endereços de empresas e pessoas físicas situados nas cidades de Carapebus, Duas Barras, Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Itaperuna, Macaé, Armação de Búzios e Vitória/ES. Os mandados foram expedidos pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Macaé (RJ).








